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FANTASIA


Por: Rogério Luís da Rocha Seixas
Data: 13/07/2026
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Caros e Caríssimas leitores(as) É muito comum nomearmos a fantasia, como mera ficção ou mesmo uma mentira. Contudo, penso que se faz necessário analisar um ponto importante, referente a fantasia, qual seja: a capacidade criativa do ser humano. A fantasia é uma necessidade humana não como mero escape, mas sim enquanto forma de expressão. Assim sendo, a fantasia encontrada nas artes cênicas, nos romances literários, na música e nas artes plástica, expressa o lado criativo do homem.

Mas como lidamos com a fantasia em nossa atualidade? Segundo o filósofo Byung Chul-Han: “vivemos em tempos de desilusão e diminuição da fantasia?”1Mas como ocorre esta condição? A fantasia, ainda de acordo com Chul Han, sofre com: “A grande quantidade de informações, sobre tudo a visual, acaba sufocando a fantasia”2. O mais grave para Chul Han é que as cercas divisórias e os muros que atualmente são erigidos: “Não movem mais a fantasia, pois não geram o outro”.3

Existem limites eliminatórios e excludentes que destroem a fantasia, em seu sentido de humanização, destruindo-se a fantasia em relação ao outro. A fantasia é de tal forma capturada pelo capital, que se torna descartável em sua essência.

Chul Han-Byung Agonia do Eros, Editora Vozes, p. 691

------------------------------   Agonia do Eros, Editora Vozes, p. 692

_____________ Agonia do Eros, Editora Vozes, p. 743

Rogério Luís da Rocha Seixas

Rogério Luís da Rocha Seixas é Biólogo e Filósofo Docente em Filosofia, Direitos Humanos e Racismo Pesquisador do Grupo Bildung/IFPR e-mail: rogeriosrjb@gmail.com


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