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POESIA


Por: Rogério Luís da Rocha Seixas
Data: 06/07/2026
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Caros e Caras leitores(as). Penso que de uma forma ou outra, na condição de seres humanos, gostamos de apreciar. De fazer poesia. Creio que a ação de poetizar cada vez mais humanos. Não entro no mérito que se coloca entre a boa e a má poesia. Tal questão é bastante subjetiva. Deve-se levar em conta como essencial, o processo de se conceber poesia.

Esta carrega a carga emotiva, a capacidade de gerar múltiplos sentidos e o toque artístico de uma obra literária. Desta forma, a poesia expressa desde a criatividade, situações e sentimentos humanos. Observemos um trecho da poesia de Álvaro Campos intitulado “Insônia”:

“Não durmo, nem espero dormir.

Nem na morte espero dormir

Espera-me uma insônia da largura dos astros

E um bocejo inútil do comprimento do mundo

Não durmo, não posso ler quando acordo de noite

Não posso escrever quando acordo a noite

Não posso pensar quando acordo de noite

Um Deus, nem posso sonhar quando acordo de noite!”

 

Esta poesia demonstra como a nossa capacidade de poetizar pode expressar do que há de mais humano em nós: amores, conflitos e esperança.

 

Rogério Luís da Rocha Seixas

Rogério Luís da Rocha Seixas é Biólogo e Filósofo Docente em Filosofia, Direitos Humanos e Racismo Pesquisador do Grupo Bildung/IFPR e-mail: rogeriosrjb@gmail.com


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