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Expectativa e realidade


Por: Jorge Antonio Salem
Data: 10/09/2026
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Amigos leitores. Todos nós vivemos cercados de expectativas. Esperamos que amanhã seja melhor que hoje, que nossos sonhos se realizem, que as pessoas correspondam ao que imaginamos e que os caminhos escolhidos nos levem exatamente ao lugar onde desejamos chegar.

Mas será que a vida funciona dessa maneira? Qual foi a expectativa que vocês tiveram nos últimos anos e que, depois, perceberam que a realidade seria completamente diferente?

Sim! Isso também aconteceu muitas vezes comigo.

No último artigo falamos sobre a literatura e, nesta semana, estive na Bienal do Livro em São Paulo. Uma verdadeira festa da literatura brasileira. O evento está sendo realizado no Pavilhão do Distrito Anhembi, no bairro de Santana, reunindo milhares de leitores, escritores, editoras e expositores. A previsão é de um público recorde de 800 mil visitantes. É interessante observar aquele movimento. Pessoas caminhando entre livros, procurando histórias, conhecendo autores e levando para suas casas algo que, muitas vezes, poderá transformar seus pensamentos. Afinal, um livro pode ser apenas algumas centenas de páginas, mas dentro dele pode existir um mundo inteiro.

Além dessas grandes feiras do livro, como a de São Paulo, também temos eventos no Rio de Janeiro, na Bahia, em Pernambuco e em diversos outros estados brasileiros. Existem ainda as feiras realizadas em cidades menores, como FLIM Maringá, FLIM Marília, FLIP Paraty e tantas outras espalhadas pelo Brasil. Se formos falar das feiras existentes pelo mundo, certamente perderemos a conta.

Mas voltemos ao nosso tema: expectativa e realidade.

Todos os autores presentes em uma feira como essa possuem expectativas. Esperam vender seus livros, encontrar leitores, divulgar seu trabalho e fazer com que suas palavras cheguem a lugares onde talvez nunca tenham imaginado chegar.

Entretanto, nem sempre aquilo que esperamos acontece. Em nossa vida cotidiana também é assim. Quando somos adolescentes, começamos a construir uma imagem do futuro. Imaginamos o grande amor, a profissão que teremos, a família, os amigos e uma vida que, em nossa cabeça, parece já estar planejada.

Depois o tempo passa e alguns sonhos se realizam. Outros desaparecem pelo caminho. Algumas pessoas permanecem ao nosso lado e outras partem. Existem encontros que mudam nossa vida e despedidas que deixam marcas profundas. Então descobrimos uma coisa que talvez ninguém tenha nos ensinado: a realidade nem sempre é inimiga da expectativa. Muitas vezes, ela simplesmente está tentando nos mostrar outro caminho.

A luta para realizar um sonho faz com que o ser humano siga em frente. É ela que nos dá direção, propósito e coragem. Devemos trabalhar para transformar nossas expectativas em realidade, sempre com determinação. Mas não podemos esmorecer diante da primeira decepção.

Uma construção feita lentamente pode ter fundações mais sólidas. Assim também acontece conosco. Cada dificuldade, cada espera e cada fracasso podem deixar algum ensinamento.

Sonhar é necessário. Ter expectativas também. Mas precisamos compreender que não somos donos do amanhã. Podemos escolher o caminho, mas não podemos controlar todas as curvas que encontraremos. E talvez seja justamente aí que esteja a beleza da existência. Se tudo acontecesse exatamente como planejamos, talvez não tivéssemos tantas histórias para contar. Não conheceríamos determinadas pessoas, não descobriríamos novas possibilidades e talvez nunca perceberíamos a força que existe dentro de nós.

Por isso, amigo leitor, quando a realidade não corresponder à sua expectativa, não pense imediatamente que tudo deu errado. Talvez a vida esteja apenas escrevendo uma página que você ainda não consegue compreender. E, quem sabe, muitos anos depois, ao olhar para trás, você perceba que aquilo que chamou de decepção era apenas uma mudança de direção. Porque a vida não nos promete realizar todos os nossos sonhos. Ela nos oferece a oportunidade de continuar sonhando, mesmo depois de alguns deles não se realizarem.

E você, amigo leitor? Quantas vezes a realidade foi diferente daquilo que esperava?

Talvez, no final, a grande pergunta não seja se conseguimos viver aquilo que imaginamos, mas se tivemos coragem de continuar vivendo quando a vida nos mostrou que o caminho seria outro.

Vamos trocar muitas informações. Para isso, convido todos a entrarem nas minhas redes sociais ou nas redes sociais do Jornal Noroeste de Nova Esperança e compartilharem conosco suas experiências sobre esse assunto.

Jorge Antonio Salem

vida cotidiana


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