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Atenção ao outro


Por: Rogério Luís da Rocha Seixas
Data: 22/06/2026
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Caros e Caras leitores(as).  Início esta nova exposição de ideias, com a seguinte questão: Estamos dando atenção ao outro? Para um pensador como Paul Celan, deve-se compreender a poesia a partir da atenção ao outro. Neste sentido, a poema é uma forma de oração que chega aos outros. A poesia determina a voz ao tempo do outro, ao interromper o tempo do mesmo na expressão do eu fechado em si. O poema, nesta situação, se torna um diálogo entre o eu e o outro que revela a alteridade.

Para Levinhas, a atenção significa um mais da consciência, que pressupõe o chamado do outro. Desta forma, o outro exige a atenção do eu. Um pensamento como o de Lévinas é uma ética do outro como uma ética da atenção. Aqui, deve-se destacar que a atenção possui um caráter ético de se respeitar, reconhecer e solidarizar com o outro. Sem a atenção somos totalmente surdos ao chamado do outro. Somente na relação da atenção, o eu se transcende.

Consequentemente, a atenção ao outro é um ethos por excelência. Segundo Simone Weil, a atenção como uma faculdade, uma energia espiritual, pode ser transferiada de um âmbito para o outro. Do outro para o eu. A atenção, nesta qualidade gera a luz que faz ver. Assim sendo, precisamos ouvir e var mais uns ou outros.

Rogério Luís da Rocha Seixas

Rogério Luís da Rocha Seixas é Biólogo e Filósofo Docente em Filosofia, Direitos Humanos e Racismo Pesquisador do Grupo Bildung/IFPR e-mail: rogeriosrjb@gmail.com


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