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Setembro Vermelho: 4 tipos de exames que podem detectar doenças cardíacas antes dos sintomas


Por: Assessoria de Imprensa
Data: 25/09/2026
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Com mais de 160 mil internações cardíacas registradas no Brasil em 2026, especialistas explicam como testes laboratoriais, genéticos e de imagem auxiliam na detecção precoce de riscos em pacientes assintomáticos. Alerta ganha mais evidência com o Dia Mundial do Coração, lembrado nesta terça 29/9

Nos primeiros cinco meses de 2026, o Brasil registrou 166.110 internações e 14.316 óbitos decorrentes de infarto agudo do miocárdio e insuficiência cardíaca, de acordo com dados do DataSUS¹. Somadas às demais enfermidades do sistema circulatório, as doenças cardiovasculares representam cerca de 31% de todas as mortes no país, alcançando a marca de 400 mil óbitos por ano², segundo o Ministério da Saúde. Globalmente, projeções da Organização das Nações Unidas (ONU) e da World Heart Federation (WHF) indicam que essas patologias podem ultrapassar 23,6 milhões de mortes anuais até 2030.

Diante do alto impacto das estatísticas, a medicina diagnóstica tem avançado na busca por respostas antes que ocorram eventos graves, especialmente em indivíduos que ainda não apresentam nenhum sinal de alerta.

A seguir, especialistas da Dasa, líder em medicina diagnóstica no Brasil, explicam os quatro tipos de exames fundamentais para prever o risco cardiovascular de forma precoce:

1. Exames laboratoriais metabólicos – a rotina que salva

A avaliação metabólica é o ponto de partida indispensável para rastrear fatores de risco que afetam o coração de forma silenciosa, como alterações nos níveis de açúcar e gordura, além de processos inflamatórios nos vasos sanguíneos.

A endocrinologista e gerente médica do Laboratório Santa Luzia, dra. Cristina Khawali, ressalta que esses exames permitem identificar desequilíbrios antes de qualquer comprometimento estrutural das artérias: “Exames de sangue como perfil lipídico completo (colesterol e triglicerídeos), glicemia em jejum, hemoglobina glicada e proteína C reativa ultrassensível nos permitem avaliar o risco cardíaco sob a perspectiva endocrinológica. Alterações nos níveis de glicose e lipídios no sangue são sinais silenciosos de risco metabólico. Identificar esses desequilíbrios precocemente permite proceder a intervenções imediatas no estilo de vida e tratamentos preventivos antes mesmo que haja qualquer comprometimento das artérias.”

2. Exames genéticos: mapeando o DNA

O médico geneticista da Dasa Genômica e do laboratório Sérgio Franco, no Rio de Janeiro, dr. Gustavo Guida, destaca que os exames genéticos são capazes de mapear fatores cardiometabólicos de forma precoce.

“Por meio da tecnologia de Sequenciamento de Nova Geração (NGS) – que analisa o DNA do paciente em busca de mutações raras ligadas a doenças metabólicas e vasculares –, essa avaliação possibilita identificar a predisposição genética e o risco de forma individualizada, orientar preventivamente o paciente e testar familiares de primeiro grau, permitindo protegê-los antes que as doenças se manifestem gravemente. A incorporação do rastreio genético amplia a capacidade de identificar a propensão hereditária para o desenvolvimento precoce da aterosclerose e de alterações lipídicas, inclusive em pacientes sem fatores de risco clássicos.”

3. Angiotomografia das coronárias: a imagem avançada do coração

Uma parcela significativa dos infartos acontece sem aviso prévio em pessoas que não sentiam nenhum sintoma ou que eram consideradas de baixo risco. Isso acontece porque a aterosclerose (o acúmulo de placas de gordura nas artérias do coração) pode evoluir de forma silenciosa por anos. A boa notícia é que hoje existe uma forma de enxergar esse processo antes que ele vire uma emergência.

A angiotomografia das coronárias é um exame de imagem que permite visualizar diretamente as artérias do coração e identificar essas placas ainda em formação, mesmo antes de causarem qualquer obstrução significativa ao fluxo de sangue.

A Dra. Fernanda Erthal, cardiologista da clínica CDPI e do laboratório Bronstein, no Rio de Janeiro, explica por que isso muda o jogo na prevenção:

"A aterosclerose começa de forma silenciosa, muito antes de qualquer sintoma aparecer. O problema é que uma placa não precisa estar obstruindo de forma significativa a artéria para ser perigosa: ela pode se romper de repente e causar um infarto. Com a angiotomografia, conseguimos mapear onde essas placas estão, o quanto já cresceram e qual sua composição; e assim identificar o risco antes que o evento grave aconteça."

Outro ponto de destaque é a confiabilidade do exame quando o resultado é negativo: um resultado negativo realmente significa ausência de doença coronariana obstrutiva na grande maioria dos casos. Na prática, isso permite descartar com segurança a necessidade de exames invasivos, como o cateterismo, evitando procedimentos desnecessários.

Por sua precisão, a angiotomografia das coronárias já é recomendada pelas principais diretrizes internacionais de cardiologia, incluindo a European Society of Cardiology (ESC) e o National Institute for Health and Care Excellence (NICE), do Reino Unido.

4. Ecocardiograma: imagens mostram o coração em funcionamento

Segundo o Dr. Samuel Rabelo, médico do serviço de ecocardiograma do Laboratório Exame, no Distrito Federal, o exame utiliza ondas de ultrassom para produzir imagens do coração em movimento, o que possibilita observar suas estruturas e seu funcionamento. Não invasivo, pode ser indicado na investigação e no acompanhamento de diferentes condições cardiovasculares.

“Por meio dessas imagens, conseguimos avaliar as câmaras cardíacas, as válvulas e a capacidade de contração do coração. Com isso, podemos identificar alterações estruturais e funcionais que, em alguns casos, ainda não provocam sintomas. Dependendo das alterações identificadas e do perfil do paciente, essas informações ajudam a definir se há necessidade de acompanhamento ou de uma investigação complementar”, conclui Rabelo.

Referências

1DataSUS: https://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe?sih/cnv/niuf.def

2Sociedade Brasileira de Cardiologia: https://www.portal.cardiol.br/noticias/sbc-lanca-carta-do-coracao-e-reafirma-compromisso-com-a-saude-cardiovascular-no-brasil


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