Olhar o rosto do outro

Caríssimos e caríssimas leitores e leito(as) O que vem a ser alteridade? Respondendo de modo bem direto é a capacidade de reconhecer, respeitar e compreender o outro na condição de um ser único, possuidor de uma identidade, história e visão de mundo diferentes. Importante salientar que o termo alteridade é oriundo do latim, significando “o ser outro”. O que é muito importante, pois o “ser eu” não deve suprimir o “sujeito outro”.
Segundo o filósofo Emmanuel Lévinas, o eu sujeito, deve se abrir para o outro. Vislumbrando o rosto deste. O rosto que cobra a responsabilidade do eu. Significa dizer que o sujeito constitui sua subjetividade verdadeira, apenas quando olha no rosto do outro e reconhece esta responsabilidade. Para Lévinas, a afirmação de uma subjetividade de fato, se dá quando se vai ao encontro do outrem.
Assim, para entender esta ética de Lévinas, deve-se sempre levar em conta: a afirmação da subjetividade que se liberta do eu fechado em si mesmo e não recusa o chamado no rosto do outro. Assim, a irredutibilidade da alteridade e o primado da ética do rosto, a ética da alteridade, se configura essencial, em nossos tempos onde o outro não interessa a nós ou o vemos como ameaça apenas ou forma de algum tipo de vantagem.

