O EROS

Caros e Caras leitores(as). No último dia 12-06. Uma sexta-feira. Em nosso país, celebramos o “dia dos namorados”. Ou talvez pudéssemos dizer o “dia do amor”. Desta forma, começo minha exposição de ideias, com as seguintes questões: O que é de fato do amar? Penso, que em uma sociedade de consumo ou de mercado como a nossa, será que podemos falar em amor puro? Destaco que de fato é difícil se pensar em amor puro, inclusive por se encontrar atravessado pela mera sexualidade ou pornografia, tornando-se um objeto de mercado. A sexualidade tem uma relação com o amor, mas não pode se sobrepor a ele. Já destaco que não se trata de fazer referência ao amor ao próximo, que tem um viés religioso.
Quero pensar o amor nas relações humanas, enquanto alteridade, onde o eu me relaciono com o outro, mas quando eu apenas quero o outro como algo, isto é, que o outro esteja completamente exposto e disponível para eu tirar dele meu prazer, o outro recebe a condição de consumível. A essa forma de se relacionar com o outro, deve-se contrapor a relação erótica, ou seja, aquela em que o outro que seduz sempre permanece ainda, em algum nível, indisponível, que produz o seu fascínio, a sua atração. O outro ainda permanece outro.
Neste sentido o Eros realiza o resgate do amor, o liberando do narcisismo e do egoísmo do eu, que destrói a relação de amar, ao consumir o outro. Com o Eros, permite-se assim uma experiência mais autentica de um palco para dois e não apenas para um. O Eros expressa um amor mais autêntico e resgata a alteridade.

