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Insatisfação do cotidiano


Por: Jorge Antonio Salem
Data: 19/03/2026
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Caros leitores, vocês já ouviram alguém começar uma conversa assim: “Nossa! Que calor que está fazendo!” ou então: “Nossa! Que frio que está hoje!”?

Sim, isso é muito comum. Muitas vezes, por falta do que dizer ou apenas para iniciar um diálogo, recorremos a frases simples como essas. No entanto, elas revelam algo mais profundo do que aparentam.

Calma, amigos, não vamos generalizar. Nem todos agem assim o tempo todo, e tenho certeza de que você, caro leitor, talvez não se encaixe completamente nesse comportamento. Mas vale a reflexão: será que, em algum momento, também não fazemos isso?

Essas pequenas observações do cotidiano podem ser apenas uma forma de interação, mas também podem refletir um hábito mais enraizado: o de reclamar. E é aí que surge a pergunta principal deste artigo: será que agradecemos por tudo o que acontece em nossa vida? Ou passamos grande parte do tempo reclamando?

Talvez a resposta mais sincera seja: estamos no meio do desenvolvimento desse caminho. Há momentos em que agradecemos, reconhecemos o que temos e valorizamos as pequenas coisas. Mas, em muitas outras situações, reclamamos do clima, do trânsito, das pessoas, das circunstâncias e invariavelmente daquilo que não podemos controlar.

Esse comportamento está diretamente ligado ao nosso amadurecimento. Com o passar do tempo, com as experiências vividas, também com o desenvolvimento espiritual, começamos a compreender melhor a vida. Alguns de nós já perceberam que reclamar, na maioria das vezes, não resolve nada. Pelo contrário, só aumenta o constrangimento nas situações difíceis.

Isso não significa que não teremos momentos de desânimo ou até de revolta. Somos humanos, e esses sentimentos fazem parte da nossa jornada. No entanto, o grande desafio está em como reagimos a esses momentos. Conseguimos manter a mente centrada? Conseguimos encontrar algum aprendizado mesmo nas situações desagradáveis?

É fácil? Claro que não. Mas é possível.

Quando mudamos nossa forma de enxergar o cotidiano, tudo começa a ganhar um novo sentido. O calor deixa de ser apenas motivo de reclamação e passa a ser mais um detalhe da vida. O frio e as outras intempéries do tempo também. Os imprevistos, as dificuldades e até os erros se transformam em oportunidades de crescimento. Sempre que uma porta se fecha outra maior pode se abrir.

A gratidão não elimina os problemas, mas muda completamente a forma como lidamos com eles. Por isso, deixo aqui um convite: observe seus atos e suas palavras ao longo do dia. Perceba quantas vezes você reclama e quantas vezes você agradece. Mudança de hábito. Esse simples exercício pode trazer uma grande transformação.

Peço também que compartilhem este artigo com outras pessoas. Talvez ele ajude alguém a refletir, a repensar atitudes e até a mudar o seu jeito de viver o dia a dia.

E convido vocês a visitarem minhas redes sociais e as do Jornal Noroeste de Nova Esperança, para continuarmos essa conversa e trocarmos experiências sobre esse tema tão presente em nossas vidas. No final das contas, viver bem não é apenas buscar o próprio bem-estar. É também contribuir para que o outro viva melhor.

Jorge Antonio Salem

vida cotidiana


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