Existências Secas

Caros e Caríssimas Leitores(as). Caiu-me em mãos um livro que li minha adolescência: Este se intitula Vidas Secas de Graciliano Ramos. A estória de fundo, visa retratar a vida de uma família de retirantes, que enfrenta as penúrias da Caatinga. Uma vida seca que condiz com o título do livro de Graciliano.
Nesta nova exposição de ideias, gostaria de fazer uma analogia a partir do tema do livro, visando demonstrar que em nossa atualidade das grandes cidades, há populações que se encontram em situação de não existência. Por sinal, utilizo o termo existência referindo-me a condição de estar ou não vivo, na condição de algo real.
Vejamos então! Penso que os grupos que não são podem reconhecidos como existentes são: as populações de rua. Observe-se que assim como os retirantes do romance de Graciliano, onde os retirantes vivem em estágio de degradação humana, esta é semelhante aos dos moradores de rua.
Assim, são marcados pela inexistência das mínimas condições de existência. Inclusive são considerados como seres não existentes, sendo classificados como coisas descartáveis. São existências secas de tudo.

