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Agonia do Eros


Por: Rogério Luís da Rocha Seixas
Data: 08/06/2026
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A discussão do livro, apresenta como objetivo principal, debater e analisar filosoficamente, como o Eros pode ser aplicado para desvendar ao outro, que por sua vez não, pode ser abarcado pelo regime do eu. Contudo, nossa sociedade atual é marcada pelo igual e então se qualifica enquanto um inferno do igual. Assim, não mais nos encontramos com a experiencia erótica, que pressupõe a transcendência e a singularidade radical singularidade do outro. Byung Chul-Han, em seu livro, Agonia do Eros, destaca o terror da imanência que transforma tudo em objeto de consumo, destruindo a cupidez erótica. Constitui-se o outro na condição de indesejado e sem-lugar.

O desaparecimento do outro é um forte indício de uma sociedade cada vez mais narcisista. Uma sociedade que expulsa o diferente e troca pelo igual. Mata o amor presente na expressão da alteridade, isto é, destrói um diferente outro que se encontra com o eu. Mas o eu o absorvo enquanto o mesmo, ou melhor, não o aceita como um outro diferente.  O problema apontado por Chul-Han é que a sociedade, esgotada a partir de si, ao se tornar uma sociedade do cansaço, marcada pela autoexploração excessiva, não consegue se libertar para o outro. Percebe-se também que é uma sociedade sem Eros que se aplica ao outro, que não pode ser abarcado pelo eu. Nesta condição, como em nossa atualidade, não temos mais a experiencia do amor, seria necessário um ethos do Eros, uma experiencia erótica.

Rogério Luís da Rocha Seixas

Rogério Luís da Rocha Seixas é Biólogo e Filósofo Docente em Filosofia, Direitos Humanos e Racismo Pesquisador do Grupo Bildung/IFPR e-mail: rogeriosrjb@gmail.com


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