Paraná registra mais de 890 transplantes no primeiro semestre de 2026
O Paraná consolida mais um período de destaque positivo em relação a transplantes de órgãos. Entre janeiro e junho de 2026, os números do Sistema Estadual de Transplantes (SET/PR), vinculado à Secretaria de Estado da Saúde demonstram a realização de 894 transplantes de órgãos e tecidos, resultado que reflete a rede organizada de doação e transplantes no Estado.
O balanço do período destaca que foram 184 transplantes de rim (175 provenientes de doadores falecidos e 9 de doadores vivos); 144 transplantes de fígado (136 de doadores falecidos e 8 de vivos); 15 transplantes de coração; 5 transplantes duplos de pâncreas/rim; 3 transplantes combinados de fígado/rim.
Além dos transplantes de órgãos sólidos, a restauração da visão de centenas de pessoas foi viabilizada por meio de 543 transplantes de córnea.
A eficiência do modelo paranaense está diretamente ligada ao tempo de resposta entre a identificação de um doador e o implante no receptor. Para garantir que os órgãos cheguem viáveis aos centros cirúrgicos, o Estado conta com uma logística integrada que combina veículos terrestres próprios do Sistema Estadual de Transplantes, e até aeronaves dedicadas ao transporte emergencial e de longa distância.
"A agilidade na captação e no transporte é o fator determinante para o sucesso dos procedimentos e para salvar vidas em tempo hábil”, comentou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.
Outro fator que impacta positivamente nos resultados de doações de órgãos, é a baixa taxa de recusa familiar. Levando em conta que a maioria absoluta dos órgãos transplantados são provenientes de doadores falecidos, e que a legislação brasileira estabelece que, mesmo com a manifestação do desejo do doador em vida, a retirada dos órgãos somente ocorre com a autorização da família, o trabalho desenvolvido pelas Equipes Hospitalares de Doação e pelas Organizações de Procura de Órgãos (OPOs), focado no acolhimento e aprimoramento constantes, tem se mostrado fundamental. “As Equipes Hospitalares e as OPOs desempenham um papel essencial e humanizado, necessário para que o processo de doação seja seguro, ético, ágil e transparente, como deve ser. E, esse atendimento humanizado e sensível, faz diferença nos resultados”, destacou a coordenadora doSistema Estadual de Transplantes, Juliana Ribeiro Giugni.
Por trás dos bons resultados existe uma rede altamente especializada composta por cerca de 700 profissionais de saúde. Atualmente, a estrutura do Sistema Estadual de Transplantes no Paraná conta com 108 Hospitais Notificantes (autorizados a identificar e notificar potenciais doadores); 71 Comissões de Doação (equipes multiprofissionais que gerenciam o processo hospitalar), 37 Equipes Transplantadoras de Órgãos (coração, fígado, rim, pâncreas e pulmão), 84 Equipes Transplantadoras de Tecidos (córnea, medula, pele, ossos e válvulas), 8 Laboratórios Especializados (5 de histocompatibilidade e 3 de sorologia), 3 Bancos de Tecidos (incluindo 1 banco de multitecidos).

