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Pix amplia participação nas vendas de bares e restaurantes e avança em todas as regiões do país


Por: Assessoria de Imprensa
Data: 07/08/2026
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Pagamento instantâneo já responde por mais de um quinto das vendas de salão e balcão do setor e apresenta maior participação entre pequenos negócios, estabelecimentos de alimentação rápida e empresas das regiões Norte e Nordeste

Foto: imagem gerada por IA

O Pix segue ampliando sua presença nos bares e restaurantes brasileiros e já responde, em média, por 20,5% das vendas de salão e balcão do setor. Os dados mostram o avanço da modalidade em relação ao patamar de 16,5% registrado em levantamento anterior da Abrasel em 2024, confirmando a consolidação do pagamento instantâneo na rotina de consumidores e empresários.

Enquanto o Pix cresce, o dinheiro físico perde espaço. Hoje, ele representa apenas 8,3% das vendas presenciais dos estabelecimentos, percentual inferior ao registrado em pesquisas anteriores e alinhado à tendência nacional observada em diversos segmentos da economia. O cartão de crédito segue liderando, com 41,5% das vendas, seguido pelo cartão de débito, com 25,1%.

A adesão ao Pix é mais intensa entre as empresas de menor porte. Nos estabelecimentos com faturamento anual de até R$ 130 mil, o meio de pagamento responde por 30,4% das vendas de salão e balcão. Entre os negócios com faturamento de R$ 130 mil a R$ 360 mil, a participação é de 22,6%, enquanto aqueles que faturam entre R$ 360 mil e R$ 1 milhão registram índice de 24%. Nas empresas de maior porte, a modalidade continua relevante, mas com participação mais moderada, variando entre 14,9% e 17,5%. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional de Conjuntura Econômica da Abrasel, realizada em junho de 2026 com empresários do setor de alimentação fora do lar em todo o país. Ao todo, a pesquisa ouviu mais de 1,6 mil empreendedores, distribuídos entre as cinco regiões brasileiras.

O levantamento também mostra diferenças importantes entre os tipos de operação. Nos estabelecimentos de alimentação rápida, o Pix já representa 24,6% das vendas. Em restaurantes especializados, a participação chega a 21%, enquanto nos bares e casas noturnas alcança 19,9%. Já nos restaurantes de almoço (como os restaurantes a quilo), é de 17%.

Para o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, o crescimento do Pix reflete mudanças profundas no comportamento do consumidor e na gestão financeira das empresas. “O cliente quer rapidez, praticidade e segurança no momento do pagamento. Ao mesmo tempo, o empresário busca soluções que reduzam custos e tragam mais previsibilidade ao fluxo de caixa. O Pix conseguiu atender a essas duas necessidades e, por isso, se tornou uma ferramenta essencial para os bares e restaurantes”, afirma.

As diferenças regionais reforçam a expansão da modalidade. A região Norte continua liderando o uso do Pix nos bares e restaurantes, com participação média de 29,8% nas vendas de salão e balcão, acima dos 25,5% registrados em levantamento anterior da Abrasel. O Nordeste aparece em seguida, com 24,2%, também acima da média nacional. Já Sudeste (18,1%), Centro-Oeste (17,9%) e Sul (16,5%) apresentam participação menor, embora o Pix já esteja consolidado como um dos principais meios de pagamento nessas regiões. Em todas elas, o uso de dinheiro físico permanece abaixo de 11% das vendas, evidenciando a digitalização do consumo em todo o país.

O avanço do Pix acompanha uma transformação mais ampla na forma como os brasileiros realizam pagamentos. Pesquisa recente do Google mostrou que a modalidade já alcança 93% da população e respondeu por 47% de todas as transações realizadas no país em 2024. No mesmo período, o uso de dinheiro em espécie caiu de 43% para apenas 6% dos consumidores.

Segundo Solmucci, o uso do pix por parte dos consumidores impusiona novos modelos de relacionamento entre empresas e clientes.

“O Pix não é apenas uma forma de pagamento. Ele cria oportunidades para que bares e restaurantes desenvolvam programas de fidelidade, integrem pedidos digitais e ofereçam novas experiências ao consumidor. Estamos diante de uma transformação cultural que exige adaptação, mas que também abre espaço para mais eficiência, inovação e competitividade no setor”, conclui.


Anuncie com Jornal Noroeste
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