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Iberê Thenório, do Manual do Mundo, participa de encontro que reúne ciência, literatura e estudantes de todo o Paraná


Por: Assessoria de Imprensa
Data: 07/08/2026
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Criador do Manual do Mundo conversa com estudantes sobre educação e futuro durante a FICSesi e Flise 2026, que também apresentam 170 projetos científicos e 18 finalistas do Prêmio Sesi de Literatura em Londrina

Foto: Divulgação

O que a escola pode fazer para preparar crianças e jovens para um futuro que muda tão rápido? Essa é uma das perguntas que estarão no centro da programação da Feira de Iniciação Científica do Sesi (FICSesi) e da Feira Literária do Sesi (Flise) 2026, que reúnem estudantes de diferentes regiões do Paraná nos dias 13 e 14 de agosto, em Londrina. Entre os convidados está Iberê Thenório, jornalista e criador do Manual do Mundo, um dos maiores canais brasileiros de divulgação científica e educação na internet, que participa de um bate-papo com os estudantes sobre educação e futuro.

A presença de Iberê se conecta diretamente à proposta dos eventos. Conhecido por transformar ciência, curiosidade e experiências em conteúdos acessíveis e envolventes, o criador do Manual do Mundo encontrará em Londrina estudantes que também estão transformando perguntas em pesquisas, ideias em protótipos e experiências em produções literárias.

A programação reúne 170 projetos de iniciação científica, desenvolvidos por estudantes da Educação Básica, e 18 finalistas do Prêmio Sesi de Literatura, além de oficinas, encontros com escritores, atividades culturais e a cerimônia de premiação. O evento será realizado pelo Sesi Paraná no Parque de Exposições Governador Ney Braga.

Iberê leva para a escola a discussão sobre o futuro

A participação de Iberê na palestra de abertura do evento coloca no centro da programação uma discussão que já aparece nos próprios trabalhos dos estudantes: como aprender em um mundo em transformação?

À frente do Manual do Mundo desde 2008, Iberê Thenório construiu uma trajetória dedicada a aproximar ciência e público por meio de experiências, curiosidades e conteúdos educativos. Seu trabalho transformou assuntos científicos em temas acessíveis para milhões de pessoas e ajudou a popularizar uma forma de aprender baseada na curiosidade, na experimentação e na vontade de descobrir como as coisas funcionam.

Em Londrina, essa conversa encontra estudantes que vivem na prática uma proposta semelhante.

Para Iberê: “a curiosidade é uma das ferramentas mais importantes que uma pessoa pode desenvolver. É ela que faz a gente olhar para alguma coisa e pensar: ‘por que isso acontece?’. Quando a escola consegue transformar essa pergunta em investigação, ela cria uma oportunidade muito poderosa de aprendizagem”.

Na FICSesi, eles investigam problemas do cotidiano, formulam hipóteses, testam possibilidades e apresentam soluções. Na Flise, transformam memórias, observações e experiências em contos, crônicas e poemas.

O encontro com Iberê amplia essa experiência ao colocar os estudantes em contato com alguém que fez da curiosidade uma profissão e da comunicação da ciência uma ferramenta de educação.

170 projetos mostram uma geração que pesquisa o mundo ao redor

FICSesi 2026 reúne 170 projetos de iniciação científica em áreas como Ciências Humanas e Sociais, Ciências da Natureza, Engenharias, Empreendedorismo, Educação de Jovens e Adultos e Mentes Criativas.

São pesquisas que partem de problemas observados pelos próprios estudantes.

A sustentabilidade aparece em trabalhos sobre reaproveitamento de resíduos, novos materiais, tratamento da água, economia circular e alternativas para reduzir impactos ambientais. Há estudos que utilizam resíduos de alimentos, PET, vidro, papel, materiais têxteis e outros descartes como ponto de partida para novas soluções.

A tecnologia também ocupa espaço importante, com projetos que envolvem robótica, automação, Internet das Coisas, inteligência artificial, programação e ferramentas digitais. Os estudantes aplicam esses recursos em questões relacionadas à agricultura, acessibilidade, saúde, segurança, tratamento de efluentes e monitoramento ambiental.

Outros projetos olham para problemas sociais, relações de trabalho, saúde, alimentação, mobilidade, inclusão e desenvolvimento das cidades.

A diversidade dos temas mostra que a iniciação científica não começa necessariamente em um laboratório. Muitas vezes, começa com algo que o estudante viu na escola, em casa, na rua ou na comunidade e decidiu investigar.

Da pergunta científica à criação literária

Se a FICSesi transforma perguntas em pesquisas, a Flise transforma experiências em histórias.

Em sua segunda edição, a Feira Literária do Sesi reúne livreiros, editoras, escritores convidados, oficinas e atividades voltadas à formação de leitores e à produção literária estudantil. A programação também recebe, pela primeira vez, a cerimônia do Prêmio Sesi de Literatura.

São 18 estudantes finalistas, das unidades Portão, Campus da Indústria, Cascavel, Ponta Grossa e Londrina. Eles concorrem nas categorias conto, crônica e poesia, nos Anos Iniciais e Finais do Ensino Fundamental.

Os textos abordam temas como memória, relações familiares, cotidiano, identidade, tradição e transformações sociais.

Entre os títulos estão Segredos de famíliaA pedra do poderDa rua para a casaO ônibus da manhãAs fotos da avóO café em famíliaHistórias que moldam o mundoIorubá e Tradição com liberdade e respeito.

A programação também prevê oficinas com autores convidados, entre eles a escritora Luci Collin, criando um espaço de encontro entre os estudantes e profissionais da literatura.

O estudante no centro de tudo

A FICSesi e a Flise têm propostas diferentes, mas partem de um mesmo princípio: dar espaço para que o estudante seja autor do que produz.

Na ciência, isso acontece quando uma curiosidade se transforma em investigação. Na literatura, quando uma experiência encontra palavras para ser compartilhada.

Durante os dois dias, os estudantes também terão a oportunidade de conhecer produções de colegas de diferentes regiões do Paraná, conversar com avaliadores, escritores e convidados e apresentar aquilo que desenvolveram ao longo do ano.

Para a coordenadora de Educação do Sesi Paraná, Gabriele Ferreira Barbosa, a FicSesi representa justamente a consolidação desse processo de investigação e construção de conhecimento: “a FICSesi representa o resultado de uma jornada de pesquisa construída ao longo do ano letivo. Cada projeto apresentado revela a capacidade dos estudantes de investigar problemas, desenvolver soluções e comunicar conhecimentos com rigor, criatividade e responsabilidade”.

A Gerente Sênior de Educação Básica e Cultura do Sesi Paraná, Raquel do Nascimento, destaca que a experiência também ajuda os estudantes a desenvolver competências para diferentes trajetórias.

“A inovação começa quando alguém aprende a fazer boas perguntas. A FicSesi cria esse ambiente de investigação desde a Educação Básica, incentivando jovens a observar desafios, construir conhecimento e compartilhar soluções”, afirma Raquel.

Ciência, literatura e futuro em dois dias

Ao reunir Iberê Thenório, jovens pesquisadores, novos autores, professores, escritores e especialistas, a programação de Londrina cria uma oportunidade para mostrar uma dimensão menos conhecida da rotina escolar: o que acontece quando estudantes têm espaço para investigar, criar e apresentar suas próprias ideias.

É também uma oportunidade para discutir o futuro da educação a partir de quem está vivendo essa transformação dentro da escola.

De um lado, projetos que investigam inteligência artificial, sustentabilidade, indústria, acessibilidade, saúde e cidades. De outro, textos que falam sobre memória, família, identidade e relações humanas. No meio deles, estudantes que precisam aprender a fazer perguntas, interpretar informações, criar soluções e comunicar o que descobriram.

É esse encontro que a FICSesi e a Flise levam a Londrina nos dias 13 e 14 de agosto.

Serviço

FICSesi e Flise 2026

Data: 13 e 14 de agosto de 2026

Local: Parque de Exposições Governador Ney Braga – Londrina (PR)

Realização: Sesi Paraná

Destaques da programação

  • Participação de Iberê Thenório, do Manual do Mundo, na palestra de abertura do evento
  • Exposição de 170 projetos de iniciação científica
  • 18 finalistas do Prêmio Sesi de Literatura
  • Cerimônia de premiação do Prêmio Sesi de Literatura
  • Oficinas e encontros com escritores convidados
  • Projetos científicos nas áreas de Ciências Humanas e Sociais, Ciências da Natureza, Engenharias, Empreendedorismo, EJA e Mentes Criativas

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