Escorpião-amarelo acende alerta de saúde pública e exige atenção redobrada da população
Segundo o médico da Estratégia da Saúde da Família, Dr. Juarez de Oliveira, a rapidez no atendimento é decisiva para evitar complicações graves e óbitos em casos de picada do escorpião-amarelo, especialmente entre crianças e idosos.
Dr. Juarez de Oliveira, médico da Estratégia da Saúde da Família de Nova Esperança, orienta sobre os riscos do escorpião-amarelo, os sintomas da picada e a importância do atendimento médico imediato: “O tempo é decisivo nesses casos, principalmente quando se trata de crianças e idosos”, ressalta o médico
A presença do escorpião-amarelo tem se tornado motivo de preocupação em diversas regiões do Paraná, especialmente em áreas urbanas. A maior parte dos acidentes graves registrados no Estado envolve a espécie Tityus serrulatus, conhecida popularmente como escorpião-amarelo, cuja picada pode provocar reações intensas e até levar à morte, principalmente em crianças, idosos e pessoas com histórico de alergias.
No Paraná, esse tipo de escorpião passou a ser identificado em centros urbanos a partir da década de 1980, favorecido por ambientes com acúmulo de entulhos, lixo e presença de insetos, como baratas, que servem de alimento para o animal.
Sintomas e tratamento
A picada do escorpião provoca dor imediata e intensa no local, podendo irradiar para o membro afetado. Também podem surgir vermelhidão, suor local e adormecimento. Em casos mais graves, os sintomas incluem suor excessivo, agitação, tremores, náuseas, vômitos e salivação intensa.
Em situações de maior gravidade, o tratamento com o soro antiescorpiônico é a única forma eficaz de neutralizar o veneno e deve ser iniciado o mais rápido possível, conforme avaliação médica. O Paraná conta atualmente com 225 serviços de saúde de referência para aplicação de soros, distribuídos nas 22 Regionais de Saúde, que mantêm plantões permanentes para atendimento desses casos.
Para orientações e esclarecimento de dúvidas sobre acidentes com animais peçonhentos, a população também pode entrar em contato com o Centro de Informações e Assistência Toxicológica do Paraná (CIATox), pelo telefone 0800 041 0148.
Orientações médicas
De acordo com o médico da Estratégia da Saúde da Família (ESF) de Nova Esperança, Dr. Juarez de Oliveira, a rapidez no atendimento é fundamental.
“Em caso de picada de escorpião-amarelo, a ação mais importante é procurar atendimento médico imediatamente. O soro antiescorpiônico, se necessário, deve ser administrado o mais rapidamente possível para neutralizar o veneno”, orienta o profissional.
Escorpião-amarelo (Tityus serrulatus), espécie mais perigosa encontrada no Paraná, é responsável pela maioria dos acidentes graves e acende alerta de saúde pública, especialmente em áreas urbanas - Imagem meramente ilustrativa/IA
O que fazer imediatamente:
- Lavar o local da picada com água e sabão;
- Aplicar compressa morna para ajudar a aliviar a dor;
- Manter a vítima calma e em repouso;
- Retirar anéis, pulseiras ou objetos que possam apertar o local, em caso de inchaço;
- Procurar imediatamente o serviço de saúde mais próximo. Em crianças, a urgência é ainda maior, pois cerca de 70% dos óbitos ocorrem nas três primeiras horas após a picada;
- Se possível e com segurança, capturar o animal ou tirar uma foto para auxiliar na identificação da espécie, sem atrasar o atendimento médico.
O que NÃO fazer:
- Não fazer torniquete ou garrote;
- Não furar, cortar, queimar ou espremer o local da picada;
- Não tentar sugar o veneno;
- Não aplicar gelo ou água fria;
- Não passar substâncias como álcool, querosene ou pomadas;
- Não ingerir bebidas alcoólicas ou outras substâncias para aliviar a dor.
Prevenção começa em casa
Para reduzir o risco de acidentes, especialistas reforçam a importância de medidas preventivas nos domicílios, especialmente em regiões com registros frequentes do animal. Entre as principais recomendações estão:
- Manter casas, quintais e terrenos limpos, evitando acúmulo de entulhos e restos de materiais;
- Tampar ralos, caixas de gordura e frestas, utilizando telas e grelhas;
- Afastar camas, sofás e berços das paredes;
- Examinar roupas, calçados, toalhas e lençóis antes do uso;
- Utilizar luvas e calçados em atividades de jardinagem;
- Vedar frestas em paredes, assoalhos e forros;
- Instalar vedantes em portas e janelas;
- Não usar inseticidas domésticos, que não são eficazes contra escorpiões e podem espalhá-los;
- Combater baratas e manter o lixo bem acondicionado.
A informação e a prevenção seguem sendo as principais aliadas da população no enfrentamento ao escorpião-amarelo, reduzindo riscos e salvando vidas.

