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Maringá reúne forças de segurança para conter mortes no trânsito


Por: Alex Fernandes França
Data: 13/08/2026
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Encontro desta sexta-feira, no Paço Municipal, vai discutir novas estratégias de fiscalização e prevenção diante do avanço dos acidentes fatais.

Reunião estratégica: Paço Municipal de Maringá recebe nesta sexta-feira (14) representantes da Prefeitura, forças de segurança e órgãos de trânsito para discutir medidas de enfrentamento aos acidentes e às mortes nas vias da cidade.

O crescimento do número de mortes no trânsito colocou a segurança viária novamente no centro das discussões em Maringá. Nesta sexta-feira (14), a Prefeitura reúne representantes das forças de segurança, órgãos de trânsito e entidades ligadas à comunidade para analisar os acidentes registrados no município e definir uma estratégia conjunta de enfrentamento ao problema.

A reunião será realizada às 10h30, na Sala de Reuniões do térreo do Paço Municipal, com participação da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), Polícia Militar, Polícia Rodoviária, Guarda Civil Municipal (GCM), Conselho Comunitário de Segurança de Maringá (Conseg) e outros órgãos envolvidos com a fiscalização e a segurança no trânsito. Representantes dos veículos de imprensa também estarão presentes.

Mais do que avaliar números, o encontro pretende transformar os dados registrados ao longo do ano em ações concretas de prevenção. A intenção da administração municipal é alinhar a atuação dos diferentes órgãos e estabelecer medidas capazes de reduzir comportamentos de risco e, consequentemente, evitar novas mortes.

Número de vítimas preocupa

Dados da plataforma “+Vida”, da Semob, mostram que 28 pessoas morreram em acidentes de trânsito em Maringá entre janeiro e agosto de 2026. Do total, 19 eram motociclistas, o equivalente a aproximadamente 68% das vítimas fatais.

O cenário ganha ainda mais dimensão quando comparado aos números do ano anterior. Em 2025, Maringá registrou 33 mortes no trânsito durante os 12 meses. Até agosto daquele ano, eram 23 óbitos.

Assim, em apenas oito meses, o município já contabiliza cinco mortes a mais do que no mesmo período de 2025 e está a cinco vítimas de alcançar, ainda em 2026, o total registrado durante todo o ano passado.

Os números não permitem, por si só, estabelecer uma causa única para o aumento das ocorrências, mas evidenciam a necessidade de fortalecer políticas permanentes de segurança viária e de intensificar a prevenção.

Fiscalização deve ganhar reforço

Um dos focos da reunião será a definição de ações integradas de fiscalização. A Prefeitura sinaliza que pretende ampliar principalmente a presença dos agentes durante a noite e a madrugada, períodos considerados estratégicos para o enfrentamento de comportamentos que podem elevar o risco de acidentes.

Entre as condutas que estão no radar das autoridades estão o excesso de velocidade, o avanço de sinais vermelhos, ultrapassagens perigosas, o uso de celular durante a condução de veículos e a direção após o consumo de bebidas alcoólicas.

A proposta é que os órgãos atuem de maneira coordenada, evitando que a fiscalização seja tratada de forma isolada e ampliando a capacidade de prevenção nas diferentes regiões da cidade.

Obras não são a única resposta

A Prefeitura também destaca que a segurança viária passa pela estrutura das ruas e avenidas. Segundo a administração municipal, medidas de engenharia de trânsito já vêm sendo implementadas, como instalação de semáforos, implantação de redutores de velocidade e recuperação da pavimentação.

Essas intervenções, porém, são consideradas parte de uma estratégia mais ampla. A avaliação do município é de que a melhoria da infraestrutura precisa caminhar ao lado da fiscalização e da educação no trânsito.

O prefeito Silvio Barros tem defendido que o enfrentamento às mortes exige atenção especial ao comportamento de quem utiliza as vias públicas. Para a administração, não basta construir ou adequar a estrutura viária quando persistem atitudes capazes de transformar as ruas em locais de disputa de velocidade e de exposição ao risco.

Prevenção começa antes da fiscalização

Outro eixo previsto nas discussões é o fortalecimento das campanhas de conscientização. A Prefeitura pretende ampliar o diálogo com a população e estimular a participação de famílias e amigos na orientação, especialmente dos jovens.

A preocupação é fazer com que a segurança no trânsito não seja percebida apenas como uma responsabilidade do poder público ou das forças de fiscalização. A mudança de comportamento também depende da participação cotidiana de motoristas, motociclistas, passageiros, ciclistas e pedestres.

A mensagem defendida pela administração municipal é direta: acidentes de trânsito não atingem apenas quem comete uma infração. Uma decisão tomada em poucos segundos pode afetar outras pessoas e produzir consequências irreversíveis.

Reunião busca transformar números em ações

A reunião desta sexta-feira ocorre, portanto, em um momento de atenção para a segurança viária de Maringá. Com 28 mortes registradas até agosto, o município precisa lidar com um cenário que já supera o número de vítimas contabilizado no mesmo período de 2025.

A expectativa é que o encontro entre Prefeitura, forças de segurança e demais instituições resulte em ações coordenadas, combinando fiscalização, engenharia de trânsito e educação.

Mais do que responder ao aumento das estatísticas, o desafio colocado às autoridades é fazer com que cada medida adotada tenha como objetivo principal reduzir a exposição da população aos riscos e impedir que novas ocorrências terminem em tragédia.

No trânsito, a redução das mortes depende de uma combinação de fatores: infraestrutura adequada, fiscalização efetiva, atuação integrada das autoridades e, sobretudo, comportamento responsável de quem utiliza as vias.


Anuncie com Jornal Noroeste
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