Vacinação em farmácias entra em debate em simpósio nacional sobre imunização
Sob o tema “Juntos pela saúde. Apoie a ciência.”, II Simpósio promovido pela Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil discutirá avanços regulatórios, capilaridade do varejo farmacêutico e integração ao sistema público
Desde a publicação da Resolução RDC 197/2017 da Anvisa, que reconheceu farmácias e drogarias como pontos legítimos de vacinação, o setor vem ampliando seu papel como vetor de acesso à imunização no Brasil. Hoje, estabelecimentos autorizados contam com salas clínicas equipadas, controle de temperatura (rede de frio) e profissionais farmacêuticos capacitados não apenas para a aplicação, mas também para o acolhimento e a orientação ao paciente. Em 2024, a Resolução CFF nº 16 passou a regulamentar a prescrição de vacinas por farmacêuticos habilitados, e a Lei nº 14.510/2022 consolidou a integração entre teleconsulta, vacinas e programas de saúde no varejo farmacêutico.
Esses movimentos são tema de uma das apresentações especiais do II Simpósio Vacinas & Vacinação Pela Saúde Universal, promovido pela Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil (ACFB) no dia 2 de junho, no Instituto Butantan. A apresentação “Vacinas e Vacinação no âmbito das Farmácias” será conduzida pelo Sr. Sergio Mena Barreto, CEO da Abrafarma, associação que reúne as principais redes de farmácias e drogarias do país.
De acordo com dados públicos divulgados pela Abrafarma, as redes associadas operam mais de 11.300 lojas, presentes em mais de 1.100 municípios brasileiros, e alcançam cerca de 74% da população, o que confere ao varejo farmacêutico capilaridade relevante para ampliar a oferta de vacinas em horários estendidos, inclusive à noite e aos finais de semana, e em regiões com menor densidade da rede pública. Entre os imunizantes mais comuns nesse segmento estão a vacina contra a gripe, o HPV, o herpes zoster, as meningocócicas e as pneumocócicas, com tendência de expansão para áreas como medicina do viajante e imunização corporativa, em pacotes familiares e empresariais.
Um ponto central para a segurança e o monitoramento do sistema é a integração de dados: todas as doses aplicadas no setor privado são registradas e integradas aos sistemas do Ministério da Saúde, o que garante o rastreamento e a continuidade do histórico vacinal do cidadão, independentemente de a aplicação ter ocorrido no SUS ou em uma farmácia licenciada.
“A vacinação em farmácias não substitui o SUS. O sistema público segue como espinha dorsal da imunização universal e gratuita no país. O que se discute é o papel complementar do varejo farmacêutico para ampliar capilaridade, horários e oferta de imunizantes, sempre dentro das diretrizes do PNI, com licenciamento sanitário, registro no SI-PNI e responsabilidade técnica do farmacêutico. O simpósio é o espaço para qualificar esse debate e mapear o que ainda precisa ser estruturado”, afirma o Acad. Lauro D. Moretto, coordenador da Comissão Organizadora do simpósio.
Para a ACFB, a integração entre redes pública e privada de vacinação, desde que respeitada a regulação sanitária e o calendário oficial, é uma das frentes promissoras para a retomada de coberturas vacinais no Brasil.
Serviço:
Evento: II Simpósio Vacinas & Vacinação Pela Saúde Universal: Imunizações e Prevenção de Doenças no Contexto do Dia Mundial da Saúde 2026
Data: 2 de junho de 2026 (terça-feira)
Horário: 8h45 às 13h (credenciamento a partir das 8h)
Local: Escola Superior do Instituto Butantan, Auditórios Amarelo e Branco. Avenida da Universidade, 210, Butantã, São Paulo (SP)
Formato: Presencial com transmissão simultânea
Inscrição gratuita: https://www.sympla.com.br/evento/ii-simpOsio-vacinas--vacinaCAo-pela-saUde-universal/3353053
Realização: Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil

