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Maio Laranja: ANA reforça proteção integral de crianças e adolescentes em Nova Esperança


Por: Assessoria de Imprensa
Data: 29/05/2026
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Associação Ninho da Águia integra rede municipal de proteção à criança e ao adolescente e o combate ao abuso sexual infantil  envolve ações educativas, capacitações e a Corrida “Faça Bonito”.

Durante todo o mês de maio, Nova Esperança (PR) mobilizou-se em torno do Maio Laranja, campanha nacional de conscientização e enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. A iniciativa tem como ápice o 18 de maio, instituído como Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes pela Lei Federal 9.970/2000. Neste contexto, a Associação Ninho da Águia (ANA) reafirmou seu papel como integrante da rede de proteção municipal.

A ANA atua há quase 18 anos dedicando grande parte de seus esforços para prevenir e combater violações de direitos, uma vez que a instituição funciona como espaço estratégico de identificação, encaminhamento e denúncia de situações de abuso contra crianças e adolescentes.

Fotos: Divulgação

 

Cenário alarmante exige ação coordenada

Os números da violência sexual infantil no Brasil são estarrecedores. Dados oficiais do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ministério dos Direitos Humanos e Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelam que o país registra uma média de 150 casos de estupro de vulnerável por dia, totalizando mais de 59 mil vítimas contabilizadas anualmente. O número de notificações mais que triplicou na última década, colocando o Brasil como 5º colocado mundial em denúncias de abuso infantil na internet.

O perfil das vítimas é especialmente preocupante: cerca de 51% têm entre 1 e 5 anos de idade, sendo que meninas representam a grande maioria dos casos. Mais de 80% dos abusos sexuais ocorrem dentro da própria casa da vítima, perpetrados por pessoas do convívio próximo. A subnotificação é massiva: estima-se que menos de 10% dos casos chegam oficialmente às autoridades, impulsionados pelo medo e vergonha.

No Paraná, a situação é igualmente grave. O estado ocupa a 2ª posição no ranking nacional tanto em números absolutos quanto em taxas proporcionais de violência sexual contra crianças e adolescentes. Levantamentos do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) e do Comitê de Infância indicam que 99% dos casos acontecem dentro de casa, praticados por pessoas do convívio muito próximo das vítimas.

A atuação prática da ANA

Como parte da linha de frente dessa realidade, a ANA atua como espaço de proteção, onde profissionais capacitados observam sinais que podem indicar situações de abuso: mudanças bruscas de comportamento, isolamento, queda repentina no rendimento escolar, medo de determinadas pessoas ou locais, regressão comportamental, sexualização precoce e relatos indiretos de violência.

A escuta qualificada é elemento central do trabalho desenvolvido. Isso significa acolher a criança ou adolescente sem julgamento, evitar exposição pública, registrar cuidadosamente as informações e encaminhá-las corretamente. A investigação não é papel da entidade, mas sim dos órgãos especializados. O papel da ANA é proteger e comunicar.

Quando há suspeita ou confirmação de violência, a instituição comunica imediatamente o caso aos órgãos competentes, especialmente o Conselho Tutelar, responsável por avaliar a situação e adotar medidas de proteção. Esse encaminhamento não exige prova - a suspeita fundamentada já é suficiente para acionar a rede de proteção.

Ações do Maio Laranja 2025

Durante o Maio Laranja, a ANA participou ativamente de diversas iniciativas organizadas pela rede de proteção municipal. A entidade esteve presente na 7ª Corrida de Rua "Faça Bonito", organizada pelo Conselho Tutelar, com três colaboradores e 4 crianças corredores representando a instituição no evento que mobilizou toda a comunidade.

Além da participação esportiva, a ANA integrou capacitações dirigidas aos profissionais da rede e promoveu ações educativas em escolas e comunidades. As iniciativas variadas envolveram oficinas temáticas, confecção de cartazes informativos, palestras e formações, distribuição de materiais de conscientização e exposição de filmes relacionados ao tema.

A diretora de projetos da ANA, profa. Me. Erika Regiani, destaca a importância dessas ações: "Nosso trabalho é proteger e empoderar: acolhemos o relato, acionamos a rede e buscamos que a família encontre caminhos de apoio. Educar, sensibilizar e criar vínculo de confiança com as crianças é prevenir a repetição dessa violência. Cada denúncia salva uma vida."

Responsabilidade institucional e social

A comunicação de suspeitas não é opcional: trata-se de um dever institucional previsto na legislação brasileira de proteção à infância e adolescência. Os profissionais da ANA, ao tomarem conhecimento de situações de risco, devem acionar imediatamente os canais formais da rede de proteção.

O presidente da ANA, Luiz Antonio Bernardo, enfatiza que a proteção infantil é um dever que transcende as paredes da instituição: "A nossa presença na rede de proteção não é apenas uma questão de compromisso social, é uma obrigação ética e legal. Quando uma criança chega até nós, seja nas atividades de contraturno ou em qualquer momento, ela precisa encontrar um ambiente seguro onde possa falar sem medo. A comunicação de suspeitas de violência é um dever institucional - a omissão pode manter a criança em situação de violência continuada, enquanto a notificação permite que equipes especializadas intervenham garantindo segurança e acompanhamento adequado."

 

Rede integrada de proteção

No Brasil, a proteção de crianças e adolescentes é organizada em uma rede que envolve escola, saúde, assistência social, OSCs, conselhos tutelares e sistema de justiça. A escola integra essa rede como espaço privilegiado de observação, acolhimento e encaminhamento, enquanto entidades como a ANA funcionam como territórios complementares de cuidado e proteção.

A ANA agradece o apoio fundamental da Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, e das equipes do CREAS, CRAS, Comissão de Enfrentamento, Conselho Tutelar e demais atores da rede de proteção. A coordenação entre esses órgãos foi essencial para o sucesso das ações desenvolvidas durante o Maio Laranja, ampliando significativamente o alcance das iniciativas de conscientização.

Uma instituição segura é aquela onde as crianças e adolescentes assistidos sabem que podem relatar situações de violência sem medo, onde profissionais estão preparados para agir adequadamente e onde a instituição reconhece claramente seu papel na proteção integral da infância e adolescência.

Como denunciar e buscar ajuda

A luta contra o abuso e exploração sexual infantil é responsabilidade coletiva - e cada denúncia pode interromper um ciclo de violência, protegendo o presente e o futuro de nossas crianças. A denúncia é o principal mecanismo de proteção e pode ser feita de forma anônima e segura. A população deve acionar:

-  Disque 100: Direitos Humanos (ligação gratuita, 24 horas)

-  Conselho Tutelar de Nova Esperança: (44) 3252-4183 / 99818-9439 / 98418-

-  Polícia Militar (190): em casos de emergência ou risco iminente

-  Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA)

A proteção da infância é tarefa de todos. São nossas crianças. É nosso futuro.

Associação Ninho da Águia

Endereço: R. Barão do Cerro Azul, 913 – Jardim Garça – Nova Esperança/PR

Instagram: @associacaoninhodaaguia

Telefone/WhatsApp: (44) 3142-2031 | (44) 9 9914-6968


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