A generic square placeholder image with rounded corners in a figure.


Ser melhor


Por: Jorge Antonio Salem
Data: 28/05/2026
  • Compartilhar:

Em nossa vida, poderíamos ser melhores?

Essa pergunta traz uma complementação importante. Eu quero perguntar se poderíamos ser melhores para os outros e não melhores que os outros.

Não querendo induzir a resposta, tenho a convicção de que todos responderão que sim. Poderemos ser melhores para com os outros. Na sequência, surge outra pergunta: então, por que não somos melhores para os outros?

Sim, vivemos em uma competição constante, em que até mesmo aqueles que possuem enorme poder e uma grande quantidade de recursos lutam para ter cada vez mais. Muitas vezes, não se importam com os demais e, mesmo que precisem passar por cima de alguém, o fazem sem hesitar. Com relação ao convívio com outras pessoas, o “amar a todos como Eu vos amei” e tantos outros ensinamentos de cuidado ao próximo que Jesus nos deixou, nos dá uma sensação de estamos enxugando gelo com um pano. Tentamos fazer nossa parte e estimular os outros a também fazerem, mas, cada vez que ligamos a televisão, vemos menos atitudes de bondade acontecendo.

Ao mesmo tempo em que sentimos essa falta de sensibilidade e de bons procedimentos de muitos amigos que ainda caminham conosco neste mundo, nasce também o sentimento de que devemos continuar incentivando a todos, como diz a frase: “fazer o bem, não importa a quem”. Esse bem nem sempre precisa ser material, embora também possa ser, pois muitas pessoas necessitam de doações e ajuda concreta. Quando falamos que nem sempre é algo material, estamos nos referindo às outras habilidades que podemos oferecer, como uma conversa amiga, um ombro acolhedor e até mesmo um ouvido atento. Sim, ouvir as pessoas sem interromper, sem julgar e sem questionar o motivo de suas dores. Apenas ouvir, sem precisar dar conselhos a todo instante. Apenas ouvir. Já tentaram fazer isso alguma vez?

Não é fácil, apesar de podermos treinar diariamente. Existe outra frase muito conhecida que diz: “Deus nos deu dois ouvidos e uma boca, para falar menos e ouvir mais”. Quem sabe, caro leitor, possamos começar essa mudança dentro de nossa própria casa, com nossos familiares. E, quando falamos nisso, não significa ignorar ou apenas fingir atenção, mas ser um ouvinte sincero e presente. Não adianta escutar alguém enquanto o celular permanece em nossas mãos, acompanhando o que acontece no mundo. Mantenha o interesse verdadeiro naquele que está falando. Demonstre que você realmente se importa com aquilo que a pessoa está lhe contando.

É fácil? Sei que não é, mas também não é impossível.

A reforma íntima é importante para que possamos ajudar outras pessoas de maneira verdadeira. Precisamos cuidar de nossos pensamentos, atitudes e ações. Não adianta tentar mudar o comportamento das pessoas se ainda não mudamos o nosso próprio comportamento. E então lembramos da frase bíblica: “Por que vês tu o cisco no olho do teu irmão e não reparas na trave que está em teu próprio olho?”. Sim, meus amigos leitores, muitas vezes queremos corrigir o que os outros estão fazendo de errado, mas deixamos de corrigir a nós mesmos. Isso poderá ser visto em muitos momentos que ainda viveremos daqui para frente.

Mas tudo bem! Ainda temos tempo para promover essas mudanças e sermos melhores. Reflitamos sobre isso e não percamos mais tempo, pois, no mesmo momento em que estamos escrevendo e lendo este artigo, logo depois poderemos não estar mais aqui, deixando para trás situações não resolvidas e palavras que precisavam ter sido ditas.

Convido todos vocês, após a leitura destas linhas, a disseminarem essa mensagem para outras pessoas que também necessitam conhecer e refletir sobre esse tema.

Também peço que para contar-nos de onde vocês leem este artigo. Vocês podem responder em minhas redes sociais e do Jornal Noroeste de Nova Esperança.

Jorge Antonio Salem

vida cotidiana


Anuncie com Jornal Noroeste
A caption for the above image.


Veja Também


smartphone

Acesse o melhor conteúdo jornalístico da região através do seu dispositivos, tablets, celulares e televisores.