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Quando se menos espera


Por: Jorge Antonio Salem
Data: 02/07/2026
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A vida nos prega muitas peças! Vocês já ouviram essa expressão?

Nós chegamos a este mundo de uma forma muito despretensiosa. Aos poucos, vamos nos acostumando com o carinho de nossa família. Antes de qualquer outra pessoa, porém, temos principalmente o carinho de nossa mãe, que nos acolhe bem junto ao colo. Ela nos alimenta, nos aquece, nos protege e, de certa forma, nos apresenta ao mundo. Sabemos que nem sempre é assim com todos, mas não podemos tratar aqui das exceções. Quero falar da grande maioria das pessoas que conhecemos, daquelas que receberam amor e aprenderam a amar seus familiares.

Então crescemos, tanto em tamanho quanto em sabedoria. É claro que nem todos têm essa oportunidade, mas também não é sobre essas situações que desejo refletir. Quero falar da grande massa de seres humanos espalhados pelo mundo. Somos uma das espécies que mais necessitam de cuidados para sobreviver nos primeiros anos de vida. Imaginem se nossos pais nos deixassem sozinhos em um berço, sem alimento, proteção ou carinho. Simplesmente não sobreviveríamos por muitas horas ou dias. Felizmente, existe no ser humano um forte instinto de proteção, que leva pais e mães a dedicarem tempo, esforço e amor aos seus filhos.

Graças a esses cuidados, conseguimos crescer, aprender e, com o passar dos anos, passamos a cuidar de nós mesmos. Carregamos conosco as lembranças da infância, sejam elas repletas de afeto ou marcadas pela ausência dele. De uma forma ou de outra, essas experiências ajudam a formar quem somos e influenciam a maneira como enxergamos a vida.

Mas tudo isso, um dia, acaba.

Sim. Nós não somos eternos neste corpo que habitamos. Muitos acreditam que somos eternos em nosso espírito ou em nossa alma, como queiram chamar essa centelha divina que dá vida ao nosso corpo. Independentemente da crença de cada um, existe uma verdade que ninguém consegue evitar: nossa passagem por este mundo tem um fim.

E, muitas vezes, esse fim chega quando menos esperamos.

É por isso que digo que a vida, tantas vezes, nos prega uma peça. A nossa sociedade não está preparada para enfrentar a perda daqueles que ama. Desde pequenos, aprendemos a celebrar os nascimentos, os aniversários e as conquistas, mas quase nunca somos ensinados a lidar com a despedida. Será que você está preparado?

Essa talvez seja a única certeza absoluta que todos enfrentaremos. A morte chegará para cada um de nós. Alguns partirão com poucas horas de vida; outros viverão meses, anos ou décadas, chegando até mesmo a ultrapassar os cem anos de idade. Já pensaram quantos anos ainda poderemos viver? Sei que entre meus leitores existem pessoas mais jovens do que eu e outras mais experientes, que já enfrentaram inúmeras alegrias e muitas despedidas ao longo da caminhada.

Esse sentimento se torna ainda mais intenso quando a perda bate à nossa porta. No meu caso, perdi três entes queridos em apenas um mês. Não existe palavra capaz de descrever completamente a dor que acompanha esses momentos. Cada ausência deixa um vazio, e cada lembrança desperta saudade.

Sei que muitos não querem sequer pensar em deixar este mundo, abandonar seus pertences e se afastar das pessoas que amam. Entretanto, o simples fato de não querer não mudará essa realidade. Um dia, todos nós faremos essa passagem. Por isso, talvez o mais importante seja viver da melhor maneira possível, cultivar bons relacionamentos, demonstrar amor enquanto há tempo e compreender que o amanhã jamais nos foi prometido. Afinal, a vida pode mudar completamente quando menos esperamos.

Assim convido a todos a refletir sobre o texto e contar para nós como vocês lidam sobre a vida e a morte.

Deixem seus comentários nas minhas redes sociais ou nas redes do Jornal Noroeste de Nova Esperança.

Jorge Antonio Salem

vida cotidiana


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