Livros que são bússolas
Há livros que são de outras áreas do conhecimento humano, mas que extrapolam suas áreas. Um desses livros é "Pacientes que curam", de Júlia Rocha. Rocha é uma médica que trabalha em postos de saúde no Rio de Janeiro, atendendo pessoas de baixa renda, dependentes dos serviços oferecidos pelo SUS.
O que se encontra no livro é que o médico deve ser um profissional de verdade: que estuda, que se preocupa com os pacientes e que se incomoda com as injustiças sociais. Porém, essas não deveriam ser preocupações para quaisquer profissionais? Eu, na condição de professor, devo estudar, me preocupar com os meus alunos e me incomodar com as injustiças sociais.
"Pacientes que curam", também, é um livro que deve ser livro no período de formação inicial (graduação), mas, e sobretudo, quando o profissional estiver no campo de trabalho. É um livro que serve para formar e para continuar formando. Sorte do estudante (e todo profissional deve ser um estudioso) que encontrar livros que lhe orientem na caminhada em prol do saber. Esses livros devem ser lidos uma, duas, dez vezes ao longo da vida, sendo muitas vezes melhor a releitura do que a leitura aleatória do que às vezes pouco ou nada se acrescenta. E sorte do médico, ou do professor, que consegue dialogar com outras áreas, pois o saber é plural.

