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Pesquisa de opinião aborda a sensível relação entre mentiras e verdades no dia a dia!


Por: Assessoria de Imprensa
Data: 01/04/2026
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Imagem: Divulgação

O dia 1º de abril é conhecido por ser o “Dia da Mentira”, quando as pessoas costumam pregar peças em conhecidos contando mentiras. Em geral, mentirinhas cômicas ou engraçadas, onde os mais desavisados tendem a acreditar no enredo num primeiro momento. Mas e quando mentira e verdade deixam de ser conceitos abstratos e assumem posição central nas relações humanas?

O Instituto Badra foi às ruas para entender como brasileiros-paulistanos lidam com a verdade e com a mentira no dia a dia. Foram ouvidas 1.060 pessoas e os principais achados são surpreendentes.

Não é que as pessoas não valorizem a verdade, é que elas aprenderam, pela experiência, que nem sempre é possível sustentá-la sem custo!

A mentira e a verdade ocupam um lugar paradoxal na vida social. São, ao mesmo tempo, princípios normativos associados à ética, à confiança e à integridade; e ferramentas práticas, mobilizadas no cotidiano para lidar com conflitos, proteger relações e administrar tensões.

Os resultados da mais recente pesquisa Badra revelam que os brasileiros, ao menos no contexto urbano paulistano, não operam com uma moral rígida, mas com uma ética situacional, marcada por ambiguidades, justificativas e adaptações.

Se a tradição filosófica clássica, de Kant a Santo Agostinho, condena a mentira como uma violação absoluta do dever moral, a vida concreta parece se aproximar mais de Maquiavel, ou mesmo das interações descritas por Erving Goffman, em que a gestão da verdade é parte do jogo social. Isso mesmo: gestão da verdade!

O primeiro dado relevante, em termos de comportamento, é a percepção generalizada de que a mentira é onipresente. Mais de 70% dos entrevistados acreditam que as pessoas mentem sempre ou frequentemente no dia a dia. Trata-se de um reconhecimento quase consensual de que a mentira é um componente estrutural da convivência social.

Contudo, quando a lente se volta para o comportamento individual, há um deslocamento providencial, isto é, apenas cerca de 38% admitem mentir com frequência (sempre ou quase todos os dias), enquanto uma parcela significativa se posiciona em frequências mais baixas. Essa dissociação sugere um fenômeno clássico da psicologia social que é a tendência de atribuir ao outro comportamentos moralmente questionáveis, preservando a própria autoimagem.

Em outras palavras, a mentira é percebida como um problema coletivo, mas vivida como exceção individual. Vale muito a leitura!


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