Novo julgamento de vigilante, acusado de homicídio, ocorre nesta sexta (04), no Salão do Júri do Fórum de Nova Esperança
O caso, ocorrido em setembro de 2020, ganhou grande repercussão na comunidade local, sendo julgado inicialmente em 14 de fevereiro de 2023. O vigilante Fábio Lucredi, de Atalaia é acusado de assassinar Paulo Ricardo Colombo, de 30 anos, morador em Nova Esperança, a tiros.

Nesta sexta-feira (04), no Salão do Júri do Foro Regional de Nova Esperança está previsto para acontecer, a partir das 07h30, um novo julgamento do vigilante Fábio Lucredi, de 36 anos, acusado de assassinar Paulo Ricardo Colombo (30), em um crime que teria sido motivado por ciúmes. O caso ocorreu na madrugada de 24 de setembro de 2020 e será novamente julgado após recursos do Ministério Público do Paraná (MP-PR) junto ao Tribunal de Justiça (TJPR).
Em 14 de fevereiro de 2023, Fábio Lucredi foi condenado a dez anos de reclusão em regime semiaberto, além de quatro meses e cinco dias de detenção, pelo homicídio de Paulo Ricardo Colombo. Segundo a denúncia, Lucredi, após descobrir mensagens trocadas entre sua companheira e Colombo em um aplicativo de conversa, obrigou-a a acompanhá-lo de Atalaia até a casa da vítima, em Nova Esperança, onde efetuou dois disparos contra a vítima, que morreu no local.
O MP-PR classificou o crime como homicídio qualificado por motivo fútil e emboscada, além de acusar Lucredi de cárcere privado e agressões contra sua companheira. A defesa, no entanto, sustentou que o réu agiu sob "forte e violenta emoção" e negou a ocorrência de cárcere privado.
O primeiro julgamento
O julgamento, realizado em fevereiro de 2023, atraiu à época grande público, com o Salão do Júri lotado. O Conselho de Sentença, formado por sete pessoas da comunidade, aceitou a tese da violenta emoção e descartou o cárcere privado, atenuando a pena.
O juiz Sérgio Decker também determinou que Lucredi mantivesse distância mínima de 200 metros de sua ex-companheira, sob risco de prisão preventiva.

Paulo Ricardo Colombo (30) foi assassinado em 24 de setembro de 2020 com dois disparos de arma de fogo, em frente sua residência em Nova Esperança - Foto Arquivo/reprodução
A comunidade local aguarda com expectativa o desfecho do processo, que será decidido mais uma vez por um júri popular.