Saúde Pública de Nova Esperança passa a oferecer o Implanon, moderno método contraceptivo de longa duração
Em outros tempos, era natural que a mulher experimentasse diversas gestações, pois não existia nenhum procedimento que pudesse evitá-las. Assim, formavam-se famílias com vários filhos, muitos dos quais, morriam ao nascer.
Apesar disso, sempre existiram, mesmo em épocas mais remotas, e por vários motivos, tentativas de separar a relação sexual da reprodução humana. Durante a história da humanidade, muitas tentativas foram feitas para que a mulher não engravidasse. A história da anticoncepção humana engloba desde fórmulas bizarras, perigosas até métodos científicos, altamente eficazes de hoje.
No Egito Antigo, as mulheres usavam goma arábica (resina ) dentro do canal vaginal que era nociva aos espermatozoides, ou então, utilizava-se uma mistura de estrume de crocodilo e mel a ser colocada na vagina;
Na Antiga Grécia, diversos médicos da época preconizavam a prevenção da gravidez com sementes de cenoura selvagem ingeridas por algum tempo, ou então com poejo (uma erva), ou mesmo com a recomendação que, após a relação sexual, as mulheres se colocassem de cócoras e espirrassem para eliminar os espermatozoides;
Na China Antiga, o mercúrio era usado como bebida quente para que a mulher não engravidasse ou abortasse;
No Ocidente, lá pelo século XVII, foi “inventado” o coito interrompido, após ser descoberto a importância do sêmen na gravidez. No decênio de 1950, foi utilizado a lavagem vaginal com coca-cola (isso mesmo) logo após a relação para evitar a gravidez;
Com o passar dos anos, muitos esforços foram recompensados e as descobertas foram surgindo, como uso da camisinha obtida através de bexiga de animais, ou ainda, diversos testes feitos com um tubo de chumbo que era usado para a introdução de objetos no útero.
Hoje, diversos métodos de anticoncepção são usados pela medicina e disponibilizados por órgãos de saúde como a pílula oral, injeção anticoncepcional, anel vaginal, adesivo, dispositivo intrauterino (DIU) e o mais moderno, o implante subdérmico, conhecido como Implanon.
O IMPLANON, é um implante anticoncepcional e consiste em um chip contraceptivo que libera de forma continua no organismo da mulher, um hormônio sintético derivado da progesterona (etonogestrel). Sendo assim, o hormônio inibe a ovulação, ou se seja, a liberação mensal do óvulo pelos ovários e muda as características do muco cervical, engrossando-o, tornando mais difícil a passagem de espermatozoides pelo colo do útero, além de reduzir a proliferação celular do endométrio, que se torna mais fino e menos receptivo a implantação de um óvulo, promovendo anticoncepção por até 3 anos. Ao contrário dos anticoncepcionais que liberam grande quantidade de hormônio, o Implanon libera o hormônio de forma lenta e continua dentro do organismo, em quantidades mais baixas. O Implanon é reversível, ou seja, caso a mulher queira engravidar, é possível retirar o dispositivo e estar apta para a gestação.
Colocação do IMPLANON
Dispositivo em forma de pequena haste, o Implanon é inserido na parte interna do braço não dominante, de seis a 8 centímetros acima da linha do cotovelo, depois de uma aplicação de anestésico local. Logo após é feito um curativo que deve permanecer seco por pelo menos 24 horas. Se o Implanon for inserido até o 5º dia do ciclo menstrual, a proteção contraceptiva é imediata. Se for colocado em qualquer outro dia do ciclo, é necessário utilizar um método contraceptivo adicional, como preservativo, pelo menos 7 dias. Após esse período, o Implanon passa a ser eficaz. O procedimento é seguro, dura cerca de 10 minutos sua inserção e é indolor. Sua eficácia ultrapassa 99%, sendo um dos métodos contraceptivos mais seguro na atualidade, superior a laqueadura das trompas.
Principais vantagens deste método contraceptivo:
· Tende a promover amenorreia (ausência de menstruação);
· Tem longa duração (3 anos) não requerendo atenção diária;
· Não altera o libido;
· Diminui o fluxo menstrual e cólicas da maioria das pacientes;
· Diminui a tensão menstrual (TPM);
· É de fácil colocação;
· É indicado para mulher de qualquer idade (inclusive nas virgens) que queira evitar a gravidez;
· Pode ser usado durante a amamentação;
· Serve para aquelas pacientes que possuem contraindicação para uso dos derivados de estrógeno ( pílulas de hormônios combinados);
Desvantagens
· Não protege contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs);
· Quando a mulher quiser engravidar precisa ser retirado;
· Contraindicação para mulheres com trombose ativa, doenças hepáticas graves e histórico de câncer de mama;
· Uma pequena parcela das mulheres pode apresentar irregularidade menstrual e pequeno sangramento em quantidade durante mais dias;
População-Alvo e Critérios de Elegibilidade
A oferta do Implanon deve ser ampla e universal para mulheres entre 15 e 49 anos, não devendo ser limitado a grupos ou programas específicos. Contudo, há um critério de priorização, respeitando situações de maior vulnerabilidade e da disponibilidade. O protocolo tem os seus critérios de priorização dando Alta Prioridade para os seguintes casos:
· Mulheres em situação de rua: Mulheres/adolescentes em situação de vulnerabilidade social;
· Dependentes de substâncias psicoativas que não se adaptam a outros métodos;
· Vítimas de violência doméstica;
· Mulheres com transtornos mentais graves e severos, ou seja, que fazem seguimento na saúde mental;
· Profissionais do sexo;
· Mulheres soropositivas para HIV;
· Mulheres em uso de medicação teratogênicas;
· Contraindicação absoluta a outros métodos contraceptivos e outros critérios a serem discutidos pela equipe multidisciplinar;
· Doenças crônicas ou que caracterizam gestação de alto risco, cardiopatias, entre outras:
· Igual ou acima de 3 partos (cesárea ou normal);
As demais situações de prioridades, assim como outras informações sobre a inserção, acompanhamento e monitoramento do Implanon, deverão ser agendadas através de marcação de consultas nas UBS. A inserção do Implanon será de responsabilidade das enfermeiras Roseli Gibin, que responderá pelas UBS: João Polizelli, Maria Rosa e Barão/ Ivaitinga, e de Josiane Zaninelo pelas UBS: Adelino Pasquini, Manoel Gaona Garcia e Algirdas Pietrauski. Lembrando que o procedimento de inserção do Implanon será feito exclusivamente nas UBS João Polizelli ou na Adelino Pasquini, de acordo com a sua referência.

