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Saúde Pública de Nova Esperança passa a oferecer o Implanon, moderno método contraceptivo de longa duração


Por: Dr. Juarez de Oliveira
Data: 17/08/2026
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Ilustrativa

Em outros tempos, era natural que a mulher experimentasse diversas gestações, pois não existia nenhum procedimento que pudesse evitá-las.  Assim, formavam-se famílias com vários filhos, muitos dos quais, morriam ao nascer.

Apesar disso, sempre existiram, mesmo em épocas  mais remotas, e por vários motivos, tentativas de separar a relação sexual da reprodução humana.  Durante a história da humanidade, muitas tentativas  foram feitas para que a mulher não engravidasse. A história da anticoncepção humana engloba desde fórmulas bizarras, perigosas até métodos científicos, altamente eficazes de hoje.

No Egito Antigo, as mulheres usavam goma arábica (resina )  dentro do canal vaginal  que era nociva aos espermatozoides, ou então, utilizava-se uma mistura de estrume de crocodilo e mel  a ser colocada na vagina;

Na Antiga Grécia, diversos médicos da época  preconizavam  a prevenção da gravidez com sementes de cenoura selvagem ingeridas por algum tempo, ou então com poejo (uma erva), ou mesmo com a recomendação que, após a relação sexual, as mulheres se colocassem de cócoras e espirrassem para eliminar os  espermatozoides;

Na China Antiga, o mercúrio era usado como bebida quente para que a mulher não engravidasse ou abortasse;

No Ocidente, lá pelo século XVII, foi “inventado” o coito interrompido, após ser descoberto a importância do sêmen na gravidez. No decênio de 1950, foi utilizado a lavagem vaginal com coca-cola (isso mesmo) logo após a relação para evitar a gravidez;

Com o passar dos anos, muitos esforços foram recompensados e as descobertas foram surgindo, como uso da camisinha obtida através de bexiga de animais, ou ainda, diversos testes feitos  com  um tubo de chumbo que  era usado para a introdução de  objetos  no útero.

Hoje, diversos métodos de anticoncepção são usados pela medicina e disponibilizados por órgãos de saúde como a pílula oral, injeção anticoncepcional, anel vaginal, adesivo, dispositivo intrauterino (DIU) e o mais moderno, o   implante subdérmico,  conhecido como Implanon.

 O IMPLANON, é um implante anticoncepcional e consiste em um chip contraceptivo que libera de forma continua no organismo da mulher, um hormônio sintético derivado da progesterona (etonogestrel). Sendo assim,  o hormônio  inibe a ovulação, ou se seja, a liberação mensal do óvulo pelos ovários e muda as características do muco cervical, engrossando-o,  tornando mais difícil a passagem de espermatozoides pelo colo do útero, além de reduzir a proliferação celular do endométrio, que se torna mais fino e menos receptivo a implantação de um óvulo, promovendo  anticoncepção por até 3 anos.  Ao contrário dos anticoncepcionais que liberam grande quantidade de hormônio,  o Implanon  libera o hormônio de forma lenta e continua dentro do organismo, em quantidades mais baixas. O Implanon é reversível, ou seja, caso a mulher queira engravidar, é possível retirar o dispositivo e estar apta para a gestação.

Colocação do IMPLANON

Dispositivo em forma de pequena haste, o Implanon  é inserido na parte interna do braço não dominante, de seis a 8 centímetros  acima da linha do cotovelo,  depois de uma aplicação de anestésico local. Logo após é feito um curativo que deve permanecer seco por pelo menos 24 horas. Se o Implanon for inserido até o 5º dia do ciclo menstrual, a proteção contraceptiva é imediata. Se for colocado em qualquer outro dia do ciclo, é necessário utilizar um método contraceptivo adicional, como preservativo, pelo menos 7 dias.  Após esse período, o Implanon passa a ser eficaz.  O procedimento é seguro, dura  cerca de 10 minutos sua inserção e  é indolor. Sua eficácia  ultrapassa  99%, sendo um dos métodos contraceptivos mais seguro na atualidade, superior a laqueadura das trompas.

Principais  vantagens  deste método contraceptivo:

·       Tende a promover amenorreia (ausência de menstruação);

·       Tem longa duração (3 anos) não requerendo atenção diária;

·       Não altera o libido;

·       Diminui o fluxo menstrual e cólicas da maioria das pacientes;

·       Diminui a tensão menstrual (TPM);

·       É de fácil colocação;

·       É indicado para mulher de qualquer idade (inclusive nas virgens)  que queira evitar a gravidez;

·       Pode ser usado durante a amamentação;

·       Serve para aquelas pacientes que possuem contraindicação para uso dos derivados de estrógeno ( pílulas de hormônios combinados);

Desvantagens

·       Não protege contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs);

·       Quando a mulher quiser engravidar precisa ser retirado;

·       Contraindicação para mulheres com trombose ativa, doenças hepáticas graves e histórico de câncer de mama;

·       Uma pequena parcela das mulheres pode apresentar irregularidade  menstrual e pequeno sangramento em quantidade durante mais dias;

População-Alvo e Critérios de Elegibilidade

A oferta do Implanon deve ser ampla e universal para mulheres entre 15 e 49 anos, não devendo ser limitado a grupos ou programas específicos. Contudo, há um critério de priorização, respeitando situações de maior vulnerabilidade e  da disponibilidade.  O protocolo tem os seus critérios de priorização dando Alta Prioridade para os seguintes casos:

·       Mulheres em situação de rua: Mulheres/adolescentes em situação  de vulnerabilidade social;

·       Dependentes de substâncias psicoativas que não se adaptam  a outros métodos;

·       Vítimas de violência doméstica;

·       Mulheres com transtornos mentais graves e severos, ou seja, que fazem seguimento na saúde mental;

·       Profissionais do sexo;

·       Mulheres soropositivas para  HIV;

·       Mulheres em uso de medicação teratogênicas;

·       Contraindicação  absoluta a outros métodos contraceptivos e outros critérios a serem discutidos pela equipe multidisciplinar;

·       Doenças crônicas ou que caracterizam gestação de alto risco, cardiopatias, entre outras:

·       Igual ou acima de 3 partos (cesárea ou normal);

As demais situações de prioridades, assim como outras informações sobre a inserção, acompanhamento e monitoramento do Implanon, deverão ser agendadas através de marcação de consultas nas UBS. A inserção do Implanon  será de responsabilidade  das  enfermeiras Roseli Gibin,  que responderá pelas   UBS: João Polizelli, Maria Rosa e Barão/ Ivaitinga,  e de Josiane Zaninelo pelas  UBS: Adelino Pasquini, Manoel Gaona Garcia e Algirdas Pietrauski. Lembrando que o procedimento de inserção do Implanon será feito exclusivamente  nas UBS João Polizelli ou na  Adelino Pasquini, de acordo com a sua referência.

Dr. Juarez de Oliveira


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