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Voltando ao Brasil


Por: Jorge Antonio Salem
Data: 29/01/2026
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Durante o voo de retorno ao Brasil, resolvi escrever este artigo para vocês. Mesmo passando por diversos momentos de turbulência no ar, ainda consegui organizar os pensamentos e refletir sobre o final dessa viagem tão especial. Talvez a turbulência externa tenha combinado com a interna: aquela mistura de cansaço, gratidão e saudade que só quem viaja entende.

Nos dois artigos anteriores, falei sobre a vontade de conhecer a cidade onde viveram meus bisavós e sobre a experiência de, mais uma vez, viajar para fora do Brasil. Agora, quero falar sobre o sentimento de voltar para casa depois dessa jornada.

Vocês já passaram por essa sensação de retorno após um período de férias? Seja em uma viagem curta ou longa, dentro do nosso país ou fora dele. Voltar nunca é apenas fazer as malas; é também recolher lembranças, comparações e reflexões.

Eu gosto muito de viajar. É claro que gostava ainda mais quando tinha minha esposa ao meu lado. Compartilhar com ela cada descoberta, comentar sobre os lugares visitados, dividir impressões e silêncios tornava tudo mais especial. Mesmo assim, segui sozinho nessa viagem. Sozinho fisicamente, mas acompanhado de Deus, de memórias e do desejo de conhecer pessoas, modos de vida, culturas diferentes, sabores e histórias. Caminhei por cidades e lugares com mais de dois mil anos de existência, onde o tempo parece andar em outro ritmo.

Hoje, carrego a sensação clara de retorno. Sinto saudades da família e dos amigos, mesmo tendo ficado apenas algumas semanas fora. Volto para casa contente e grato por tudo o que vivi. Passei por sete países: Itália, Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte, Irlanda, País de Gales e Portugal. Revi lugares por onde já havia passado, mas também conheci outros que jamais imaginei, repletos de beleza e história.

A primeira parte da viagem foi solitária: eu e Deus, em direção a Lucca, comuna da região da Toscana, na Itália, onde viveram meus bisavós. Uma cidade linda, com mais de dois mil anos de história e muros renascentistas muito bem preservados. Lá, mesmo sem dominar o idioma italiano, a comunicação flui com facilidade. Depois, a experiência ficou um pouco mais desafiadora quando cheguei a Londres. Ainda assim, me saí bem. Caminhei cerca de 20 quilômetros pela cidade, conhecendo novos pontos e revendo outros já conhecidos. Em Londres, encontrei um grupo de amigos para seguirmos juntos de carro rumo a outros países.

Ao longo da viagem, conversamos com muitos brasileiros que vivem nesses países. Alguns relataram que, apesar de ganharem melhor do que no Brasil, sentem uma enorme saudade da nossa terra. Outros disseram que não pensam em voltar definitivamente, apenas para férias e para rever a família. Houve também aqueles que enfrentam dificuldades e afirmam que, na primeira oportunidade, retornarão ao Brasil.

Nosso guia nessa jornada foi Bruno Cordeiro, da Atlas Viagens Culturais, que estava há mais de cinco meses na Europa da saudade que sentia dos familiares. Ainda não consegui conversar com um sobrinho que mora em Portugal, mas sei que trabalha bastante e segue firme em sua caminhada.

Aqui compartilho algumas formas de pensar e viver de brasileiros que estão fora do país. E deixo uma pergunta para vocês, meus caros leitores: como se sentiriam trabalhando fora, ganhando em euro, dólar ou libra? Estariam preparados para os desafios, além dos ganhos?

Agora que leram este texto, quero saber a opinião de vocês. Como imaginam uma experiência fora do Brasil? Um passeio de quinze dias, um intercâmbio de alguns meses ou um trabalho de vários anos?

Vamos interagir. Espero vocês nas minhas redes sociais e nas do Jornal Noroeste de Nova Esperança.

Jorge Antonio Salem

vida cotidiana


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