Pescaria com irmão

Hoje vamos conversar um pouco sobre pescaria. Sei que entre meus leitores tem muitos que gostam de pescar. Daí vem a pergunta: Vocês já foram pescar com o pai, irmãos ou amigos? A pergunta é de forma genérica, pois sabemos que muitas mulheres também gostam de pescar.
Sim. Em minha família começou com o meu pai. Nasceu, assim como eu em uma cidade a beira do rio Paranapanema, no estado de São Paulo, divisa com o Paraná. Se criou pescando e nadando nesse rio. Trabalhou na construção da Usina de Capivara, rio Paranapanema e depois mudamos para Foz do Iguaçu, onde trabalhou na Usina de Itaipu. Como vocês veem, sempre morou em cidades ladeadas com grandes rios. Daí veio o ensino aos filhos da pesca amadora.
Hoje não temos a presença física de nosso pai, mas resolvemos que os irmãos que gostam de pescar poderiam marcar uma pescaria. Quando tudo estava quase pronto, um dos irmãos não pode ir por problemas de saúde. Então foi eu e meu irmão Alexandre, que é dois anos mais novo. Também chamamos outros quatro amigos.
Tudo muito bem programada, com reserva de uma casa só para dormir, pois passaríamos o dia todo no rio. As compras dos alimentos, preparação do motor para o barco, sendo que esse foi alugado no pesqueiro do Rio Grande em Fronteira no estado de Minas Gerais, as iscas e todo o material de pesca.
Para aqueles que não conhecem de pesca, gostaria de explicar que existe um período onde é proibido pescar em nossos rios. Durante esses meses, os peixes estão em fase de reprodução. É chamado de Período do Defeso. No caso dos rios, o defeso coincide frequentemente com a Piracema (do tupi: "subida dos peixes"), época em que os peixes nadam contra a correnteza para desovar. Portanto marcamos nossa pescaria quando o período do defeso já havia acabado e estava liberado para pescar.
Quando se está pescando, durante a permanência no barco, se ouve muitas histórias, algumas boas, mas outras nem tanto. Ouvi a história que em diversos rios no Brasil, não tem se respeitado esse período e muitos pescadores estão realizando a captura de peixes de forma irregular. Ficamos tristes em saber, mas rezamos para que esses pescadores se conscientizem que se continuar assim, um dia não teremos mais peixes para pescar.
No primeiro dia da pescaria, quando entrei no barco, falei para eles que estava ali para apreciar, contemplar a natureza, olhar para aquela grande quantidade de água corrente, ouvir o som produzido pelos animais, pássaros e insetos nas matas. Que estava com o sentimento de leveza, tranquilidade e que o fato de pescar ou não o peixe era secundário.
A expectativa do meu irmão e amigos, era de pescar muitos barbados, piaparas e piaus, peixes comuns e abundantes naquele rio. Em outra oportunidade que foram, pescaram muitos desses peixes.
Para nossa surpresa, no domingo foi aberto as comportas da Usina de Marimbondo, logo acima do local da nossa pescaria. O rio começou a encher e os peixes sumiram. Nos dois primeiros dias, pescamos apenas alguns pequenos peixes. Já no terceiro dia foi um festival de pescaria. Pescamos barbados e mandis. Muitos fora da medida que voltaram para o rio para continuar seu crescimento. Esse deveria ser sempre a consciência de todos os pescadores, mas sabemos que nem todos são assim. No quarto dia aquela pescaria do dia anterior não se repetiu e pescamos bem menos. Não me preocupei, pois como havia falado no início, que pescar o peixe para mim seria secundário.
O principal de tudo isso, foi relembrar os anos da juventude que em Foz do Iguaçu, pescávamos com nosso pai. Todo aprendizado que tivemos com o Sr. Roberto, um excelente pai e grande pescador que deixou o sentimento de saudades.
E agora amigos leitores. Convido vocês não só a fazerem uma bela pescaria, mas também visitarem minhas redes sociais e as do Jornal Noroeste de Nova Esperança, para continuarmos essa conversa e trocarmos experiências sobre diversos temas.
Com o passar do tempo, vemos que o importante é buscar o bem-estar de todos, reconhecendo, valorizando e contribuindo para que o outro também possa viver melhor.

