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Barulhos em nosso cotidiano


Por: Jorge Antonio Salem
Data: 23/07/2026
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Acredito que todos nós já passamos por situações parecidas. Neste momento em que você lê este artigo, está ouvindo algum barulho que incomoda? Pois eu estou! Há alguns meses existe uma construção de uma residência próxima à minha casa e, em determinados momentos, o ruído é tão intenso que parece estar acontecendo dentro da sala.

Enquanto escrevia este texto, tive uma ideia simples: fechei a porta e a janela. E não é que o barulho diminuiu um pouco? Não resolveu completamente, mas foi suficiente para me fazer refletir sobre como convivemos diariamente com sons que, muitas vezes, acabam interferindo em nossa concentração, em nosso descanso e até mesmo em nosso humor.

Foi justamente daí que surgiu a inspiração para escrever sobre esse assunto e convidar vocês a pensarem comigo. Afinal, o que podemos fazer quando o barulho passa a incomodar? Será que existe algum órgão da prefeitura para receber esse tipo de reclamação? Qual é o limite de ruído permitido no dia a dia? Vocês sabem responder a essas perguntas?

Em minhas pesquisas na internet, encontrei informações sobre a norma ABNT NBR 10151, que estabelece critérios para avaliação dos níveis de ruído em áreas urbanas. Em bairros predominantemente residenciais, os limites costumam variar entre 50 e 70 decibéis durante o período diurno, normalmente entre 7h e 19h, dependendo das características da região.

Mas surge outra dúvida: como comparar esses valores com a realidade se a maioria de nós não possui um aparelho para medir o nível de ruído? Fica difícil saber quando o incômodo é apenas uma impressão ou quando realmente ultrapassa os limites considerados aceitáveis.

Para termos uma ideia, uma conversa em tom normal, uma chuva moderada ou o ambiente de um escritório silencioso produzem cerca de 50 decibéis. Já um aspirador de pó ou um secador de cabelos pode alcançar aproximadamente 70 decibéis.

No meu caso, porém, o barulho desta manhã vem de um martelete rompedor, equipamento utilizado para quebrar concreto. Dependendo do modelo e da forma de utilização, esse equipamento pode produzir entre 90 e 115 decibéis. Não é exagero dizer que se trata de um ruído ensurdecedor, principalmente quando permanece por várias horas seguidas.

É claro que toda obra faz parte do desenvolvimento da cidade. Alguém está construindo sua casa, realizando um sonho ou investindo em seu patrimônio. Não sou contra isso. Pelo contrário, fico feliz em ver nossa cidade crescendo. O problema é encontrar um equilíbrio entre o direito de construir e o direito ao sossego daqueles que vivem ao redor.

Nós, que moramos em uma cidade tranquila, com pouco trânsito e noites geralmente silenciosas, acabamos sentindo ainda mais esse tipo de barulho. Talvez por estarmos acostumados ao sossego, qualquer alteração na rotina chama nossa atenção. Confesso que ainda bem que naquele terreno foi autorizada apenas a construção de uma residência. Se fosse um prédio, provavelmente conviveríamos com esse cenário por muitos meses, talvez até anos.

E no bairro onde vocês moram? Existe alguma construção próxima? Os barulhos fazem parte da rotina ou vocês ainda conseguem desfrutar do silêncio? Como lidam com essas situações no cotidiano?

Convido todos a refletirem sobre esse tema e compartilharem suas experiências. Afinal, o silêncio também é uma forma de qualidade de vida e merece ser valorizado. Deixem seus comentários nas minhas redes sociais ou nas redes do Jornal Noroeste de Nova Esperança. Será muito bom conhecer a opinião de vocês.

Jorge Antonio Salem

vida cotidiana


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