A generic square placeholder image with rounded corners in a figure.


O Papel e a tinta


Por: Jorge Antonio Salem
Data: 10/07/2025
  • Compartilhar:

Desde quando o ser humano usa a tinta e o papel para se expressar?

Eu tenho 60 anos! E você, meu caro leitor, quantos anos tem? O ser humano usa a tinta para se expressar há mais de 40.000 anos. Primeiro na Pré-história, com a arte rupestre em cavernas, representavam os animais e sacrifícios, sendo que para esse feito, usavam pigmentos de terra e carvão, além de outros pigmentos produzidos de minerais como: ocre, hematita, óxido de manganês.

Diversas civilizações utilizaram a tinta para se expressar e foram se especializando durante o passar dos milênios. Sendo os egípcios que melhoraram a utilização, quando produziram diferentes cores e materiais utilizados.

Já os chineses continuando esse processo de aprimoramento das tintas, há 2000 anos A.C., desenvolveram a tinta, produzindo diversos manuscritos em nanquim.

Para esses registros com tinta, eram usados o papiro, com início por volta de 4000 anos A.C. Esse foi primeiramente utilizado pelos egípcios, e posteriormente chegando a outras culturas como a chinesa, grega e romana, onde faziam diversos registros.

Posteriormente ao papiro, foi introduzido o pergaminho no início do século II A.C. Esse nome surgiu por causa da localização. A cidade grega de Pérgamo. Esse fato ocorreu por causa da escassez de  papiro, pela restrição de exportação pelo Egito.

Seguindo assim, uma sequência de descobertas e a necessidade do ser humano em registrar os fatos, mais uma vez entra a figura de um Chinês. O pesquisador Cai Lun, por volta de 105 D.C., conseguiu desenvolver um processo de fabricação de papel a partir de fibras vegetais maceradas. Ele utilizou para esse feito como ingredientes principais as cascas de amoreira e cânhamo. Com esse feito a escrita se espalhou pelo mundo.

Aprimorando a tinta e o material para gravar as letras e palavras, o ser humano teve um grande salto em sua evolução, pois agora poderia levar seus conhecimentos para diversas partes do mundo sem que o pesquisador ou professor precisasse estar presente.

Ainda em tempos longínquos, as pessoas faziam cópias diversos textos para que pudessem ser espalhados pelo mundo. Isso de forma manual ou ainda através de blocos de madeiras. Mas, um alemão quis fazer esse processo ser mais rápido, eficiente e produtivo. Então ele inventou a primeira prensa tipográfica com tipos móveis, ainda no século XV. Nesse processo também ficou mais barato produzir e disseminar conhecimento.

Mas, não parou por aqui. Esse processo de evolução da tinta e do papel continuou pelos séculos. Hoje, podemos escolher fazer a impressão com diversos tipos de impressoras. Até em casa, conseguimos imprimir um livro.

Apesar de hoje termos a utilização de meios eletrônicos para armazenamento de conhecimento, através de celulares, computadores e até na nuvem, tudo que sabemos hoje, teve esse princípio da utilização da tinta e do papel.

Muitos ainda preferem ler livros de forma física e escrito no papel. Já ouvi falar de diversos leitores que gostam de abrir o livro e sentir o aroma presente. Outros ainda falam que abrir e folhear as páginas de um livro produz um sentimento de prazer.

E você meus caros leitores? Qual sentimento vocês têm para com a escrita, livros e leituras? Gostaram do artigo dessa semana? Respondam em minhas redes sociais e do Jornal Noroeste de Nova Esperança.

Jorge Antonio Salem

vida cotidiana


Anuncie com Jornal Noroeste
A caption for the above image.


Veja Também


smartphone

Acesse o melhor conteúdo jornalístico da região através do seu dispositivos, tablets, celulares e televisores.