Professor e colunista do JN, Felipe Figueira, tem seu romance A Casa entre os finalistas do Prêmio Candango de Literatura 2025
Romance retrata a dura realidade de uma senhora com doença mental em uma casa em ruínas, metáfora da degradação humana.
O escritor e professor Dr. Felipe Figueira, colunista do Jornal Noroeste (Coluna Travessias), acaba de conquistar mais um reconhecimento em sua trajetória literária. Seu romance A Casa, publicado pela Telecazu Edições, foi selecionado como um dos finalistas do Prêmio Candango de Literatura 2025, na categoria Capa, segundo divulgação oficial da organização.
Organizado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF), o Prêmio Candango é considerado um dos mais prestigiados do país. A edição deste ano recebeu 2.080 inscrições, sendo 168 títulos independentes e 1.853 publicados por editoras. Os concorrentes foram distribuídos em sete categorias: Romance, Contos, Poesia, Prêmio Brasília, Capa, Projeto Gráfico e Iniciativa de Incentivo à Leitura. A curadoria é assinada pelo escritor João Anzanello Carrascoza, com coordenação do jornalista e escritor Maurício Melo Júnior, e um júri técnico formado por 45 especialistas. Além da expressiva participação nacional, a premiação contou ainda com obras inscritas de países como Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Estados Unidos, Uruguai e França.
O romance finalista
Livro A Casa, que retrata a vida de uma senhora em situação de degradação, ganha destaque nacional
A Casa marca a estreia de Figueira no gênero romance e se destaca pelo enredo denso e visceral. A narrativa acompanha a vida de uma senhora idosa com doença mental grave, que vivia em uma residência deteriorada ao lado de um dos filhos. No local, descrito pelo autor como palco de ratos mortos, baratas e até escorpiões, a degradação do espaço físico espelha a decadência humana e social.
“Busco contar a história desta senhora junto com seus filhos, revisitando os lugares por onde passaram e refletindo sobre como chegaram àquela condição. Em essência, o livro fala da importância de se ter uma vida digna e do quanto é terrível perdê-la”, afirma Figueira.
Por meio de descrições impactantes, o autor recria uma habitação que se confunde com os dramas de seus moradores. As paredes mofadas, o teto prestes a desabar e a sujeira entranhada em cada canto tornam-se metáforas do abandono, revelando a fragilidade da existência humana.
Sobre o autor
Felipe Figueira é professor no Instituto Federal do Paraná (IFPR) – campus Paranavaí, e possui formação em História, Pedagogia e Direito, com Mestrado e Doutorado em Educação, além de Pós-doutorado em História. Escreve desde os 12 anos e já publicou obras em diferentes gêneros, entre elas Travessias, Dom Quixote, Versos de Varsóvia, Diário de um Docente: 2019-2021, Sossélla Sobra Silfos e Bergman & eu. Atuando como colunista no Jornal Noroeste (Travessias), Figueira é reconhecido pela escrita crítica e reflexiva.
Com A Casa, o autor não apenas alcança um dos palcos mais relevantes da literatura brasileira, mas também reafirma seu compromisso em provocar reflexões profundas sobre a condição humana.

