Nova Esperança se despede de Taís Santana, referência no rádio e na TV do Noroeste
Jornalista foi sepultada nesta segunda-feira (23), aos 51 anos; velório na Capela Municipal reuniu familiares, amigos e profissionais da imprensa em uma despedida marcada por emoção e reconhecimento à sua trajetória.
Cortejo seguiu da Capela até o Cemitério Municipal, reunindo familiares, amigos e colegas da comunicação na despedida à jornalista Taís Patrícia Santana - Foto Alex Fernandes França/reprodução
Foi sepultado na tarde desta segunda-feira (23), no Cemitério Municipal de Nova Esperança, o corpo da jornalista nova-esperancense Taís Patrícia Santana, que faleceu aos 51 anos. O velório foi realizado na Capela Municipal, a partir das 9h, reunindo familiares, amigos, profissionais da imprensa e moradores da cidade que foram prestar as últimas homenagens à comunicadora.
A morte de Taís foi divulgada por familiares e amigos nas redes sociais e gerou forte comoção entre colegas de profissão, ouvintes e membros da comunidade onde ela atuava ao longo de décadas. Natural de Nova Esperança, ela construiu uma carreira sólida no jornalismo regional, tornando-se uma das vozes mais reconhecidas do rádio no Noroeste do Paraná.
Ao longo de sua trajetória, trabalhou em importantes emissoras de Maringá, como a Rede Massa e a RIC TV, além de ter atuado em rádios e canais de televisão da região. Sua história na comunicação começou ainda jovem, na extinta Rádio Sociedade Nova Esperança – 670 AM, onde trabalhou ao lado do pai, o saudoso locutor Sebastião Santana, conhecido como “Tiãozinho da Rádio”, falecido em 1995 em decorrência de um acidente automobilístico. Posteriormente, integrou também a equipe da Globo FM, consolidando sua presença no rádio regional.
O editor do Jornal Noroeste, Alex Fernandes França, que trabalhou com Taís entre 1990 e 1995, relembrou o início da carreira da jornalista. “Trabalhamos juntos na Rádio Sociedade e na Globo FM. Lembro quando ela começou: sempre muito comunicativa e talentosa. É uma grande perda para a comunicação regional”, destacou. Ele também recordou um reencontro recente. “Ano passado a reencontrei em um supermercado em Nova Esperança. Estávamos alinhando para ela vir participar de um episódio do NoroCast – o podcast do Jornal Noroeste. De imediato ela aceitou. Infelizmente não deu tempo”, lamentou.
Reconhecida pela postura ética, compromisso com a informação e sensibilidade no trato com o público, Taís deixou uma marca profunda no jornalismo local. Para milhares de ouvintes, sua voz representava mais do que notícia: era presença diária, acolhimento e credibilidade. Colegas de redação ressaltam que ela conseguia unir rigor técnico e humanidade, característica que a transformou em referência na profissão.
Amigos e profissionais que conviveram com a jornalista também destacam sua fé, dedicação e capacidade de construir vínculos com a comunidade. Desde o anúncio de sua morte, as redes sociais foram tomadas por mensagens de carinho e homenagens, relembrando momentos em que Taís levou informação com serenidade e esperança.
De acordo com pessoas próximas, a jornalista enfrentava um câncer e realizava tratamento na capital paranaense.
Taís Patrícia Santana foi sepultada nesta segunda-feira (23), em Nova Esperança; jornalista deixa legado de ética, credibilidade e dedicação ao rádio e à televisão regional - Divulgação
O sepultamento ocorreu às 16h desta segunda-feira (23), no Cemitério Municipal de Nova Esperança, reunindo familiares, colegas da comunicação e moradores da região.
O jornalismo regional se despede de uma profissional que fez da comunicação um instrumento de serviço, proximidade e compromisso com a verdade.

