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Nova Esperança e Alto Paraná estão entre cidades-alvo da Operação Grão de Ouro da Polícia Civil


Por: Alex Fernandes França
Data: 20/10/2026
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PCPR cumpre mandados em cinco municípios e investiga esquema que teria causado prejuízo de R$ 6,2 milhões a empresa de Maringá; Justiça determinou bloqueio de R$ 4,8 milhões.

A Operação Grão de Ouro foi deflagrada pela Polícia Civil do Paraná nesta terça-feira (20), com cumprimento de mandados em cinco municípios do Noroeste do Estado

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou na manhã desta terça-feira (20) a Operação “Grão de Ouro”, destinada a desarticular uma organização criminosa investigada por fraude e lavagem de dinheiro no Noroeste do Paraná. A ação, coordenada pelo Núcleo de Apoio Operacional e Inteligência (NAOPI) da 9ª Subdivisão Policial de Maringá, cumpre mandados em Alto Paraná, Maringá, Nova Esperança, Paiçandu e São Pedro do Paraná.

A ação policial investiga um suposto esquema de fraude e lavagem de dinheiro que teria causado prejuízo superior a R$ 6,2 milhões a uma empresa com sede em Maringá

De acordo com a PCPR, as investigações apontam que o grupo teria causado um prejuízo superior a R$ 6,2 milhões a uma empresa com sede em Maringá. O Poder Judiciário determinou o bloqueio de R$ 4,8 milhões em contas vinculadas aos investigados, além do cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão em imóveis e dez ordens para apreensão de veículos, caminhões e reboques.

A operação mobiliza equipes da Polícia Civil para o cumprimento de medidas judiciais em Alto Paraná, Maringá, Nova Esperança, Paiçandu e São Pedro do Paraná

Segundo a Polícia Civil, as medidas têm como objetivo preservar patrimônio que possa estar relacionado aos fatos investigados e garantir eventual reparação dos danos financeiros apontados no inquérito. Nesta fase da operação, os pedidos de prisão preventiva formulados pela investigação foram indeferidos pela Justiça.

4. Entre as medidas autorizadas pela Justiça estão mandados de busca e apreensão e ordens para apreensão de veículos, caminhões e reboques, além do bloqueio de R$ 4,8 milhões em contas de investigados - Fotos PCPR

Como funcionaria o esquema

Conforme o delegado da PCPR Rafael Moraes Tavares, 14 alvos, entre pessoas físicas e jurídicas, teriam estruturado, ao longo dos anos, um esquema para lesar a empresa maringaense.

A investigação aponta que caminhões com carrocerias vazias, pertencentes a uma das empresas investigadas, entravam na empresa vítima e, posteriormente, eram carregados com farelo de milho. Funcionários da própria empresa, segundo a polícia, teriam participado da fraude ao burlar o sistema de pesagem, permitindo a saída de cargas sem o devido registro.

O prejuízo estimado pela Polícia Civil é de R$ 6.209.484,23. O caso começou a ser desvendado em 25 de novembro de 2025, quando integrantes do grupo foram presos em flagrante por furto qualificado. A partir dessas prisões, os investigadores aprofundaram as diligências e identificaram, segundo a PCPR, uma estrutura hierarquizada, com divisão de tarefas entre diferentes núcleos e movimentações financeiras consideradas milionárias.

Investigação aponta lavagem de dinheiro

Além da suposta fraude, a Polícia Civil investiga mecanismos que teriam sido utilizados para ocultar e movimentar os valores obtidos de forma ilícita. Entre eles estariam a pulverização de recursos, a circulação de valores entre diferentes contas e o uso das chamadas “contas de passagem”.

Coordenada pelo Núcleo de Apoio Operacional e Inteligência (NAOPI) da 9ª Subdivisão Policial de Maringá, a operação busca reunir provas e avançar nas investigações sobre a suposta fraude e a movimentação de recursos de origem ilícita

Ainda segundo a investigação, após as primeiras prisões ocorridas em 2025, os suspeitos teriam iniciado uma estratégia de blindagem patrimonial. A PCPR afirma ter identificado transações consideradas simuladas envolvendo imóveis rurais, além da transferência de veículos para terceiros que seriam utilizados como “laranjas”, com o objetivo de dificultar eventual confisco dos bens pela Justiça.

Origem do nome da operação

O nome “Grão de Ouro” faz referência ao farelo de milho que, segundo a investigação, seria o produto envolvido no esquema e que teria sido posteriormente convertido em patrimônio de elevado valor pelos investigados.

Mandados também em Nova Esperança

Nova Esperança está entre os cinco municípios alcançados pela operação deflagrada nesta terça-feira. A presença da cidade entre os locais onde são cumpridas medidas judiciais insere o município no contexto de uma investigação conduzida pela Polícia Civil sobre uma suposta estrutura criminosa com atuação regional.

Até o momento, a PCPR não divulgou, nesta fase inicial da operação, informações individualizadas sobre os alvos ou sobre os resultados específicos das diligências realizadas em cada município.

Polícia Civil fará coletiva nesta manhã

Mais informações sobre o cumprimento dos mandados, materiais apreendidos e demais desdobramentos da Operação “Grão de Ouro” serão apresentados pela Polícia Civil durante uma coletiva de imprensa prevista para as 10h30 desta terça-feira (20), na sede da 9ª Subdivisão Policial de Maringá, localizada na Avenida Mandacaru, 560, Vila Progresso.

As investigações permanecem em andamento, e os envolvidos são considerados investigados, não havendo, até o momento, condenação judicial pelos fatos apurados.

 

 


Anuncie com Jornal Noroeste
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