Atalaia desenvolve ações no Enfrentamento ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes
Município realizará um pedágio no Dia 18 de Maio com atividades de conscientização voltadas ao tema, estimulando eventuais denúncias em casos de abusos.
(Alex Fernandes França) “Diariamente crianças e adolescentes são expostos a diversas formas de violência nos diversos ambientes por eles frequentados. Dessa forma, a família, a sociedade e o poder público, devem ser envolvidos na discussão e nas atividades propostas em relação à prevenção ao abuso e exploração sexual”, salientou a Secretária da Assistência Social de Atalaia, Carla Sibeli Armelim Vilhena
Um importante e delicado tema ganha destaque na terça-feira 18 de maio, Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, data que estimula a reflexão sobre o papel da sociedade civil no combate a esse tipo de crime. A violência sexual praticada contra as crianças e os adolescentes, enquanto fenômeno social, pode se manifestar de diversas formas: desde o abuso sexual, dentro da própria família, até a exploração sexual para fins comerciais, organizada pelas redes de prostituição, pornografia e o tráfico. Todas essas formas são crimes e acima de tudo se configuram como violação dos Direitos Humanos.
As crianças e os adolescentes que são vítimas desse tipo de violência sofrem danos irreparáveis para o seu desenvolvimento físico, psíquico, social e moral. São danos que podem trazer outras consequências, tais como o uso e a dependência de drogas, a ocorrência de gravidez precoce e indesejada, os distúrbios de comportamento na família e na comunidade, a manifestação de condutas antissociais, além da contração de diversos tipos de infecções por doenças sexualmente transmissíveis.
Ações
A Secretária da Assistência Social de Atalaia, Carla Sibeli Armelim Vilhena em entrevista ao JN, explicou que o município vai promover um pedágio, com adesivagem maciça dos veículos oficiais da prefeitura, o prefeito Duda fará uma transmissão ao vivo alertando sobre a importância do tema e também serão distribuídos centenas de gibis, com temas voltados às turmas que compõem a faixa etária, alvo da ação. “Vamos enviar estes materiais para a rede toda da Educação em 17 de maio alcançando cerca de 430 crianças. No dia 30 de maio eles serão devolvidos e avaliados pelos profissionais envolvidos e a empresa responsável fará a capacitação deles, avaliando com precisão a devolutiva e se por meio delas será possível averiguar eventuais casos de violência e abusos”, frisou Carla. O material será composto por várias histórias e de caráter lúdico.
Além da conscientização, uma das formas mais eficazes de combater abusos e explorações é a denúncia, que pode ser feita por meio do Disque 100, um canal da Secretaria Nacional de Direitos Humanos (SDH) que funciona 24 horas por dia ou diretamente à Secretaria da Assistência Social de Atalaia pelo número (44) 3254-8141 ou diretamente ao Conselho Tutelar através do (44) 3254-8105. A ligação é gratuita e a identidade do denunciante é mantida em sigilo. As denúncias recebidas são analisadas e encaminhadas aos órgãos responsáveis.
(Reprodução) - As crianças e os adolescentes que são vítimas desse tipo de violência sofrem danos irreparáveis para o seu desenvolvimento físico, psíquico, social e moral.
Dia Nacional – 18 de maio
O Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes foi instituído em 1988, incentivado por um crime ocorrido no dia 18 de maio de 1973, quando uma menina de oito anos foi sequestrada, drogada, espancada, violentada e morta.
“Diariamente crianças e adolescentes são expostos a diversas formas de violência nos diversos ambientes por eles frequentados. Dessa forma, a família, a sociedade e o poder público, devem ser envolvidos na discussão e nas atividades propostas em relação à prevenção ao abuso e exploração sexual, alertando principalmente que as vítimas, em sua grande maioria, não tem a percepção do que é o abuso sexual. A situação da pandemia ampliou as condições de vulnerabilidade, o que é ainda mais preocupante”, frisou Carla Vilhena.
A violência sexual de crianças e adolescentes pode ocorrer em várias idades (incluindo bebês), e em todas as classes sociais, podendo ser de várias formas, como:
- Abuso sexual: a criança é utilizada por adulto, ou até um adolescente, para praticar algum ato de natureza sexual;
- Exploração sexual: usar crianças e adolescentes com propósito de troca ou de obter lucro financeiro ou de outra natureza em turismo sexual, tráfico, pornografia, ou também em rede de prostituição.
“Assim que for identificada a violência sexual, antes mesmo de conversar com a vítima, é importante entrar em contato com profissional que possa colaborar e dar o encaminhamento correto de acordo com o caso, conforme a Lei nº. 13.431/2017. Ressalto a importância da nossa rede de proteção, cujo trabalho vem sendo desenvolvido há 08 anos pelos profissionais envolvidos” frisou a Secretária.
A Rede de proteção é composta pela Assistência Social, Rede Pública (municipal e estadual) de Educação, APAE, Conselho Tutelar, Secretarias da Saúde e Esportes. “Estamos buscando formas de realizar, de forma efetiva, o combate ao abuso e exploração sexual infanto-juvenil. São ações que impõem o conhecimento de causa para que possam ser promovidas com sucesso, visando sempre à melhoria da qualidade de vida das crianças e adolescentes que se encontram em situação de vulnerabilidade social”, finalizou a Secretária da Assistência Social de Atalaia, Carla Sibeli Armelim Vilhena.