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Informação e desinformação


Por: Jorge Antonio Salem
Data: 21/08/2025
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O que é, afinal, informação? Essa pergunta parece simples, mas a resposta envolve uma série de reflexões. Informação não é apenas um conjunto de palavras ou números soltos. Trata-se de dados processados, organizados e estruturados de modo a adquirir significado e utilidade dentro de um determinado contexto. É isso que permite que uma notícia, um relatório, uma pesquisa ou até mesmo uma conversa cotidiana tenham valor e possam influenciar decisões.

Um bom exemplo está no trabalho de jornais, como o Jornal Noroeste, que diariamente transforma dados coletados em reportagens. Os jornalistas pesquisam, investigam, comparam fontes e organizam o conteúdo de forma clara, tornando acessível ao leitor fatos que, de outra maneira, estariam dispersos e sem sentido. Porém, nem toda informação é confiável. Uma informação pode conter verdades, mas também pode carregar inverdades, dependendo de como foi obtida, tratada e apresentada.

É justamente aí que surge a desinformação. Diferente de um simples erro ou engano, a desinformação se caracteriza pela manipulação intencional dos fatos, com o objetivo de enganar, distorcer a realidade ou induzir pessoas a acreditarem em algo falso. Em tempos de redes sociais, em que a velocidade da comunicação é altíssima, a desinformação encontra terreno fértil. Um boato ou uma notícia mal apurada pode ser compartilhada milhares de vezes em poucos minutos, alcançando pessoas em diferentes partes do mundo.

A consequência disso é grave: a desinformação pode influenciar eleições, manipular opiniões, gerar pânico em situações de crise e até colocar vidas em risco. Basta lembrarmos do período da pandemia de Covid-19, quando inúmeras fake news circularam sobre tratamentos milagrosos, teorias conspiratórias e dados distorcidos. Muitas dessas informações equivocadas levaram pessoas a tomar decisões prejudiciais à própria saúde.

Por outro lado, a informação bem fundamentada cumpre um papel essencial na sociedade: fortalece a democracia, permite escolhas conscientes, promove debates saudáveis e contribui para o desenvolvimento coletivo. Um cidadão bem-informado tem maior capacidade crítica, consegue distinguir o que é plausível do que é manipulação e se torna menos vulnerável a discursos enganosos.

Nesse sentido, muitos governos não querem que a população estude e aprenda, pois o conhecimento muda toda uma sociedade e aquela população deixa de ser “massa de manobra”. O conhecimento liberta, frase frequentemente associada ao nome do filósofo Sócrates.

Por isso, mais do que nunca, é necessário desenvolver o senso crítico e a habilidade de verificar fontes. Perguntas simples ajudam nesse processo: Quem produziu essa informação? Há evidências que a sustentam? Outras fontes confiáveis dizem o mesmo? Essa checagem, que pode parecer demorada, é o caminho para evitar cair na armadilha da desinformação.

No mundo atual, em que dados circulam em grande volume e velocidade, saber diferenciar informação de desinformação é um desafio e, ao mesmo tempo, uma responsabilidade. Cabe a cada um de nós exercer esse papel, filtrando o que recebemos, questionando e valorizando o conhecimento verdadeiro. Afinal, informação é poder, mas apenas quando é usada com responsabilidade, ética e compromisso com a verdade.

Agora está em suas mãos. Se gostou desse artigo, compartilhe com seus amigos. Caso tenha alguma crítica, nos contate através de minhas redes sociais e do Jornal Noroeste.

Jorge Antonio Salem

vida cotidiana


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