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Treinadora de atletismo, árbitra e professora da UEM que marcou gerações, Maria da Conceição Silva será Cidadã Benemérita de Maringá


Por: Assessoria de Imprensa
Data: 24/04/2024
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Por proposição do vereador Mario Verri e do ex-vereador Tenente Luiz, outorga do título se dará em sessão solene nesta quinta-feira (25), às 19 horas, no Plenário da Câmara de Maringá

Fotos: Divulgação

Pelos serviços prestados à comunidade de Maringá desde a década de 1980, será concedido o título de Cidadã Benemérita à treinadora de atletismo, árbitra e professora da UEM aposentada Maria da Conceição Silva, atualmente com 90 anos de idade. A sessão solene está marcada para às 19 horas desta quinta-feira, no Plenário da Câmara de Maringá. A proposição da homenagem e titulação é do vice-presidente do Poder Legislativo, vereador Mario Verri, e do ex-vereador Tenente Edson Luiz.

Nascida em Curvelo, cidade de Minas Gerais, Maria da Conceição Silva chegou a Maringá em 1981 para lecionar como professora universitária no departamento de Educação Física da UEM, onde se aposentou na cadeira de atletismo e seguiu por mais oito anos atuando com projetos paralelos e voluntários em diferentes áreas do esporte e da arbitragem. Entre Curitiba, Londrina e Maringá, foram mais de 40 anos ligados à prática dos esportes, formação de atletas, organização de jogos juvenis, estudantis, amadores e colaboração voluntária na formação de federações de árbitros paranaenses.

Com seus 1,87m de altura, jogou basquete em times estudantis e amadores, mas logo se identificou com a arte de treinar e formar times, estimular atletas a vencer, lutar contra derrotas e aprender a aceitá-las quando inevitáveis, entendendo o real sentido do esporte, da competição e da magia existente na prática de atividades físicas, tão benéficas ao corpo, alma e mente. “Eu não jogava tão bem basquete, mas sempre era escolhida por causa da altura, conseguia dar o toco, fazer rebote. Desde nova me tornei treinadora, cheguei a fazer um estágio na Alemanha com a Confederação Brasileira de Atletismo, depois não parei mais.”

Maria da Conceição Silva treinou dezenas de times, em diferentes modalidades do atletismo e de outros esportes. Foi presidente da Federação Paranaense de Atletismo, formando centenas de atletas, pelo menos três gerações de desportistas na cidade de Maringá, além de dezenas de árbitros, muitos dos quais orgulhosos por terem atuado em jogos olímpicos e paralímpicos, especialmente nas Olimpíadas Rio 2016.

“Impressionante a quantidade de ex-alunos, muitos dos quais hoje esportistas, técnicos e pessoas ligadas a atividades esportivas na cidade, que vieram nos parabenizar pela homenagem que propusemos à eterna professora e treinadora Maria Conceição. Ela é muito querida na cidade, muito ativa ainda. É uma justa homenagem para alguém que dedicou décadas à formação esportiva e que atravessou gerações em Maringá. O bem que ela proporcionou na vida das famílias é incalculável porque o hábito da prática esportiva na vida das crianças e dos jovens é transformador”, comenta Mario Verri.

Amante dos esportes

Sem aparentar as suas 9 décadas de vida, a atleta e treinadora aposentada mora em um confortável apartamento na Zona 05 de Maringá, assiste diariamente programas esportivos, competições de todas as esferas possíveis e disse estar muito contente com o desempenho da jovem skatista brasileira Rayssa Leal, que conquistou, neste mês de abril, o título da etapa da Liga Mundial de Street Skate.

“Ela tem apenas 16 anos”, comemora Maria, que parece torcer com louvor para absolutamente todo e qualquer brasileiro que entra em alguma competição esportiva dentro e fora do Brasil. Especialmente os maringaenses, a exemplo do velocista Renan Gallina, medalha de ouro nos 200m e no revezamento 4x100m nos Jogos Pan-Americanos de Santiago, além de semifinalista dos 200m no Mundial de Budapeste. E tem dedo dela no menino prodígio de Maringá. Isso porque a atual treinadora dele, Sandra Regina Crul, é ex-aluna e já foi treinada por Maria da Conceição Silva, assim como incontáveis maringaenses.

Mineira com orgulho, mas maringaense de coração, Maria da Conceição Silva é corintiana. E achou que o Palmeiras jogou muito mal contra o Flamengo no último fim de semana, no empate em zero a zero. “Bem feito”, brinca, durante a visita que a equipe do vereador Mario Verri fez no apartamento dela, ao lado de ex-alunos dela e amigos para toda vida, como a atleta Zenaide Soares da Silva, recordista em lançamento de discos, e do educador físico José Ernandes Feitoza, diretor de árbitros da Federação do Estado do Paraná de Atletismo.

Formação de caráter

Os milhares de alunos e atletas que tiveram o privilégio de serem treinados por Maria da Conceição Silva a chamam de mãezona. Alguns também a chamam de sargentona, pois ela sempre zelou, acima de todas as coisas, pela ordem e pela decência nos jogos estudantis, nas viagens e nas competições. Só que tudo valeu a pena, diz ela. Ao final de uma bronca, era o gigantesco sorriso dela que sempre prevalecia, as amizades permaneceram provando que foi desta maneira o jeito correto de ensinar a competir, “dentro e fora das quadras”.

Quando o vereador Mario Verri e o ex-vereador Tenente Edson Luiz propuseram a outorga do título de Cidadã Benemérita de Maringá à Maria da Conceição Silva, ela fez questão de exigir apenas um trecho em seu currículo a ser lido na justificativa para que o Poder Legislativo fosse favorável ao título e à justa homenagem. O trecho dizia assim: “Formou vários atletas, inclusive árbitros de alto nível, mas principalmente homens e mulheres de caráter”.


Anuncie com Jornal Noroeste
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