Comerciantes da Rodoviária já sentem os impactos da falta de circulação de passageiros
Segundo o Executivo municipal, "a determinação da limitação do transporte intermunicipal partiu do governo do Estado e da prefeitura de Maringá". Os poucos comércios que estão abrindo relatam queda entre 80% a 90% nas vendas. Situação preocupa a todos, porém eles compreendem a gravidade da pandemia. Antes passavam pelo terminal cerca de 4 mil pessoas ao dia. Este número caiu drasticamente.
Apenas dois ônibus circulares, na parte da manhã e ao final da tarde fazem a linha Nova Esperança/Maringá e vice-versa. As outras linhas intermunicipais estão momentaneamente suspensas. E é justamente a falta da movimentação de pessoas na Estação Rodoviária que está impactando diretamente os comerciantes, que compreendem a importância do isolamento social, porém se queixam na queda brusca das vendas. Segundo eles, as contas não pararam de chegar.
De acordo com o proprietário de uma lanchonete no local, Sr. Joel Heitor Padilha, o movimento despencou cerca de 95%. “Estamos todos muito ansiosos, esperando que essa situação volte a se normalizar. Nosso movimento hoje se resume aos poucos moradores da cidade que acabam frequentando esporadicamente o terminal. Um cobrador de ônibus me disse informalmente que semana que vem, dia 22, a situação retomará a rotina de antes, mas vamos aguardar”, explicou.
Inaugurada em 14 de dezembro de 1966, a estação rodoviária, que esta recebendo investimentos na ordem de R$ 380 mil, abriga bares, lanchonetes, salão de cabeleireiro, revendedoras de passagens (viações) e lan house. Todos estão sentindo os efeitos econômicos gerados pela pandemia.
Já o cabeleireiro Valdemar José da Silva conta que voltou a atender após o período de isolamento de 15 dias e muitos de seus clientes estão agendando previamente os cortes de barba e cabelo. “Mesmo assim aqueles fregueses que vem da zona rural ou de cidades vizinhas, a gente acaba ‘perdendo’, pois não tem como vir para a cidade”, explica.
Enquanto a situação não volta à normalidade, os comerciantes seguem na expectativa da retomada da economia, na incerteza de quais serão os impactos em seus respectivos ramos de atividade. “Vamos crer que tudo isso vai logo passar e Deus elimine esse mal do nosso meio”, disse Valdemar.
O que dizem os comerciantes
“Estamos com o comércio abertos por pura insistência. Temos que acreditar que vai dar certo, mas o movimento nosso caiu demais. A gente depende de passageiros. Os ônibus circulares não andam, a gente não vende” – Andréia Ferreira da Silva
“Estou vendo mais por conta dos clientes agendados. Esse pessoal que vem da roça, esse praticamente parou de vir. No meu caso, os cortes de cabelo caíram entre 70% a 80%” – Valdemar José da Silva
“Tudo parado mesmo. Antes, com as circulares vindo de hora em hora, nossas vendas eram outras. Caíram cerca de 95%, se resumindo aos poucos moradores da cidade que frequentam o terminal” – Joel Heitor Padilha
“O movimento caiu bastante e estamos preocupadíssimos. Sem passageiros, ninguém compra conosco. Acho difícil voltar logo, mas tenho esperança de que tudo voltará ao normal” – José Antônio dos Santos