sábado, 24 de outubro de 2026

Mulher é presa após morte de gêmeos recém-nascidos em Nova Esperança

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Investigação aponta que os bebês nasceram com vida; jovem permanece sob escolta policial no Hospital Universitário de Maringá e deverá ser encaminhada à Cadeia Pública após receber alta. 

Uma mulher de 19 anos foi presa em flagrante após chegar a uma unidade hospitalar de Nova Esperança com seus dois filhos gêmeos recém-nascidos, que já estavam sem sinais vitais. O caso mobilizou equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil, que iniciaram imediatamente as diligências para esclarecer as circunstâncias das mortes.

Segundo informações repassadas pela Polícia Civil, os recém-nascidos foram encaminhados para exames periciais realizados pela Polícia Científica do Paraná. Entre os procedimentos adotados esteve o teste hidrostático de Galeno, que apresentou resultado positivo nos dois casos.

De acordo com a interpretação pericial informada à investigação, o resultado é sugestivo de que os bebês chegaram a respirar após o nascimento, indicando que nasceram com vida e morreram posteriormente. As circunstâncias e demais elementos relacionados às mortes seguem sendo apurados pelas autoridades.

Acompanhamento durante a gestação

No decorrer da investigação, também foram levantadas informações relacionadas ao período de gestação. Conforme a Polícia Civil, profissionais da rede municipal de saúde, integrantes do Conselho Tutelar e assistentes sociais teriam realizado diversas tentativas de acompanhamento diante da suspeita de uma gestação avançada.

Ainda segundo a investigação, a jovem teria negado reiteradamente estar grávida e recusado procedimentos de acompanhamento, incluindo exames médicos e ultrassonografias.

Essas informações passaram a integrar o conjunto de elementos analisados pelos investigadores para a reconstrução dos acontecimentos e o esclarecimento das circunstâncias que envolveram a gestação, o nascimento e a morte dos dois recém-nascidos.

Prisão e indiciamento

Ao término das diligências iniciais, a mulher foi autuada em flagrante e indiciada pela Polícia Civil por dois homicídios qualificados, tendo como vítimas os próprios filhos recém-nascidos.

O indiciamento corresponde à conclusão da autoridade policial nesta etapa da investigação, com base nos elementos reunidos até o momento. Eventual responsabilização criminal será analisada no âmbito do processo judicial, assegurados à investigada o direito à defesa e o devido processo legal.

Investigada permanece sob escolta no hospital

Segundo o delegado Dr. Lucas Tavares, da Delegacia da Polícia Civil de Nova Esperança, a mulher permanece no Hospital Universitário de Maringá (HU) sob escolta da Polícia Militar.

De acordo com o delegado, a permanência na unidade hospitalar ocorre por determinação médica. “A mulher está sendo escoltada pela Polícia Militar do Hospital Universitário de Maringá (HU), visto que o médico solicitou que ela ficasse em observação por 24 horas. Porém, assim que tiver alta médica, será conduzida ao Depen – Cadeia Pública de Nova Esperança”, explicou.

A medida ocorre enquanto a investigada permanece em atendimento médico e aguarda a alta hospitalar para ser encaminhada ao sistema prisional.

Trabalho integrado

A Polícia Civil destacou ainda a atuação integrada das forças de segurança e dos órgãos responsáveis pela perícia. Desde o atendimento inicial, Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Científica do Paraná atuaram de forma coordenada na preservação dos elementos relevantes para a investigação e na realização dos procedimentos técnicos.

A rapidez no encaminhamento dos recém-nascidos para os exames periciais e na adoção das diligências contribuiu para o avanço da apuração diante da gravidade do caso.

As investigações buscam esclarecer, de forma técnica e detalhada, todos os aspectos relacionados à gestação, ao nascimento e às mortes dos dois bebês, reunindo elementos que deverão subsidiar as próximas etapas da persecução penal.

Publicado por

Alex Fernandes França

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