quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Doenças silenciosas “Diabetes”

Caros leitores. Vamos continuar nossa série sobre doenças silenciosas, aquelas que podem permanecer por muito tempo em nosso organismo sem apresentar sinais evidentes. Hoje,...

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Coluna / EditoriaVida cotidiana
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ColunistaJorge Antonio Salem
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Publicado em22/10/2026

Caros leitores. Vamos continuar nossa série sobre doenças silenciosas, aquelas que podem permanecer por muito tempo em nosso organismo sem apresentar sinais evidentes. Hoje, vamos falar sobre o diabetes, uma doença crônica que afeta milhões de pessoas e que, muitas vezes, só é descoberta durante a realização de exames laboratoriais ou quando surgem sintomas mais perceptíveis.

E vocês, meus caros leitores? Já realizaram algum exame clínico ou laboratorial para verificar como está o nível de glicose no sangue, ou seja, a glicemia?

O diabetes é uma doença caracterizada pela elevação da glicose no sangue, causada pela produção insuficiente de insulina ou pela dificuldade do organismo em utilizá-la adequadamente. A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que permite a entrada da glicose nas células, onde ela é utilizada como fonte de energia.

Existem diferentes tipos de diabetes. O tipo 1 é uma doença autoimune, na qual o sistema imunológico ataca as células responsáveis pela produção de insulina. Geralmente, surge na infância ou adolescência, embora também possa aparecer na vida adulta. Já o tipo 2, responsável pela maioria dos casos, ocorre quando o organismo apresenta resistência à insulina ou não consegue produzi-la em quantidade suficiente. Sua ocorrência está associada a diversos fatores, incluindo predisposição genética, excesso de peso e sedentarismo.

Temos ainda o diabetes gestacional, que pode surgir durante a gravidez e exige acompanhamento para proteger a saúde da mãe e do bebê. Outra condição importante é o pré-diabetes, quando os níveis de glicose estão acima do desejável, mas ainda não atingiram os critérios para o diagnóstico de diabetes. É um sinal de alerta para mudanças nos hábitos de vida e prevenção da progressão da doença.

Embora possa permanecer silencioso, o diabetes também pode apresentar sinais como sede excessiva, vontade frequente de urinar, fome intensa, perda de peso sem causa aparente, cansaço, visão embaçada, dificuldade de cicatrização e infecções recorrentes. No entanto, a ausência desses sintomas não significa que a pessoa esteja livre da doença.

Por isso, é importante procurar uma unidade de saúde para avaliar a necessidade de exames. Na glicemia em jejum, valores abaixo de 100 mg/dL são considerados normais; entre 100 e 125 mg/dL podem indicar pré-diabetes; e valores iguais ou superiores a 126 mg/dL podem indicar diabetes, sendo necessária avaliação médica e, em geral, confirmação por exames.

A prevenção do diabetes tipo 2 envolve alimentação equilibrada, prática regular de atividades físicas, manutenção de um peso adequado e acompanhamento da saúde. Para quem já recebeu o diagnóstico, o tratamento pode incluir mudanças no estilo de vida, medicamentos orais ou injetáveis e, quando necessário, insulina, sempre com orientação profissional.

De acordo com Associação Americana de Diabetes destaca a importância dessas mudanças. Estudos sobre prevenção demonstraram que intervenções intensivas no estilo de vida podem reduzir significativamente o risco de desenvolver diabetes tipo 2 em pessoas com pré-diabetes.

O recado importante é que não precisamos esperar o aparecimento dos sintomas para cuidar da saúde. Muitas vezes, a prevenção começa com uma simples consulta e um exame realizado no momento certo.

E você, caro leitor, já pensou em qual será seu próximo passo para cuidar do seu corpo e da sua saúde? Está preparado para dar atenção ao seu organismo, mesmo quando ele ainda não demonstra sinais de que precisa de cuidados?

Lembre-se: cuidar da saúde antes que os sintomas apareçam pode fazer toda a diferença no futuro.

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